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NÓS DISSEMOS

Exposição no MIS leva ao público obras que denunciam violencia contra mulheres

Mostra 'O Grito que Ecoa' abre em 13 de fevereiroe reúne trabalhos de 14 artistas em Campo Grande

4 FEV 2026 • POR FERNANDO PRESTES* • 16h30
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Artistas que estão participando do projeto | Foto: Leiliane Assis

O MIS – Museu da Imagem e do Som, abre no dia 13 de fevereiro, às 19h, a exposição coletiva “O Grito que Ecoa”, em Campo Grande. A entrada é gratuita e o período de exposição é de um mês.

A mostra marca o início do projeto Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador, que prevê a realização de outras duas exposições em espaços culturais da cidade.

A exposição reúne trabalhos de 14 artistas mulheres e apresenta obras em pinturas, artes visuais, têxteis, objetos, instalações e performance. 

Os trabalhos tratam de temas relacionados à violência de gênero, como feminicídio, abuso, estupro, misiginia e apagamento social, a partir de vivências pessoais e coletivas.

“O Grito que Ecoa” integra um circuito criado por artistas mulheres LGBTQIAPN+ sul-mato-grossense, voltado à circulação de produções que dialogam com feminismo, diversidade e direitos humanos. 

A abertura contará com uma programação artística que inclui poesia com Pretisa, apresentações musicais de Vitória Queiroz e Bruna Valente e performances de Sabrina Lima. A proposta do projeto é ocupar museus, centros culturais e galerias independentes com narrativas que abordam questões sociais contemporâneas sob diferentes linguagens artísticas.

As obras apresentadas utilizam materiais diversos, como tecidos, fios, imagens e o corpo, compondo um percurso expositivo que discute o silenciamento histórico das mulheres e as violências estruturais presentes no cotidiano. Em um dos estados com altos índices de assassinato de mulheres, a exposição assume um posicionamento direto ao trazer esses temas para o espaço institucinal.

A abertura contará com uma programação artística que inclui poesia com Pretisa, apresentações musicais de Vitória Queiroz e Bruna Valente e performances de Sabrina Lima.

Participam da exposição as artistas Bejona, Marcia Lobo Crochê, Vitória Lorrayne, SYUNOI, Veryruim, Letícia Maidana, Terrorzinho, Kami, Sabrina Lima, Thalya Veron e Maíra Espíndola. A curadoria é de Sara Welter.

SYUNOI (Sara Welter) é artista visual, produtora cultural e curadora. Graduada em Artes Visuais (Bacharelado) pela UFMS, atua com desenho, tatuagem, muralismo, design e fotografia. Sua pesquisa investiga tempo, memória, existência e o vazio na contemporaneidade. 

Pretisa é multiartista, compositora, poetisa, cantora e produtora cultural. Atua desde 2017 na cultura Hip-Hop em Mato Grosso do Sul, articulando música e poesia a partir das vivências de mulheres negras da periferia. 

Design gráfico do projeto O Grito que Ecoa | Design Gráfico: Maíra EspíndolaDesign gráfico do projeto O Grito que Ecoa | Design Gráfico: Maíra Espíndola

Sabrina Lima é atriz e performer, formada pelo Teatro Escola Macunaíma (SP) e graduanda em Artes Cênicas pela UFMS. Integra o grupo de pesquisa Corpo Sendo e o Coletivo Enegrecer, com investigações em performance, educação somática e corpo político. 

Bejona (Laís Rocha) é artista visual, produtora, agente cultural e curadora, formada pela UFMS. Atua com graffiti, muralismo, lambe-lambe, gravura, escultura, pintura e arte digital, explorando afetos, metáforas e a exposição sensível do corpo. 

Kami (Kamilla Macena) é artista visual da etnia Terena, formada em Artes Visuais (Licenciatura) pela UFMS. Atua com graffiti, muralismo, pintura e ilustração digital, investigando identidade, ancestralidade e a presença dos povos indígenas. 

Terrorzinho das Artes é multiartista sul-mato-grossense, com produção entre pintura, escultura, moda e arte digital. Atua entre o físico e o virtual, com obras em NFTs e exposições nacionais e internacionais. 

Vitória Lorrayne é cantora, compositora, poeta e arte-educadora. Com trajetória ligada à música, ao teatro e à poesia falada, atuou em coletivos e batalhas de slam e é graduanda em Música (Licenciatura) pela UFMS. 

Veryruim (Beatriz Santana Souza) é artista visual e ilustradora, arquiteta e urbanista formada pela UFMS. Desde 2018 desenvolve ilustrações autorais com humor ácido e crítica social, valorizando a figura feminina, os corpos reais e a representatividade. 

Marcia Lobo Crochê é artista visual, estilista e artesã contemporânea, formada em Artes Visuais pela UFMS. Atua com o crochê como linguagem artística, política e poética, articulando identidade, corpo, ancestralidade e acessibilidade cultural. 

Maíra Espíndola é artista visual e produtora cultural, graduada em Rádio e TV e pós-graduada em Imagem e Som pela UFMS. Atua desde 2000 atravessando artes visuais, audiovisual, performance, música e design com pesquisas sobre narrativas, poesia e tecnologia. 

Thalya Veron é artista visual de Campo Grande (MS). Atua com pintura desde a infância e desenvolve ações artísticas em comunidades desde 2015. Sua produção, marcada por cores vibrantes, dialoga com questões políticas, ambientais, territórios indígenas e a força feminina, utilizando tintas acrílicas e materiais recicláveis. 

Este projeto é contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc, juntamente com a Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande.

Projeto: Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador 

Exposição: O Grito que Ecoa 

Etapa: 1ª etapa do circuito de exposições 

Cidade: Campo Grande – MS 

Local: MIS – Museu da Imagem e do Som 

Abertura (vernissage): 13 de fevereiro de 2026, às 19h 

Período expositivo: 1 mês 

Entrada: gratuita 

Artistas participantes: Bejona · Marcia Lobo Crochê · Vitória Lorrayne · SYUNOI · Veryruim · Letícia Maidana · Terrorzinho · Kami · Sabrina Lima · Thalya Veron · Maíra Espíndola 

Curadoria: Sara Welter 

Programação de abertura: – Recitação de poesia de Pretisa – Apresentações musicais: Vitória Queiroz e Bruna Valente – Performances artísticas: Sabrina Lima