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'RISO, RISCO E RESISTÊNCIA'

TGR oferece 15 apresentações gratuitas a escolas e oficinas para ONGs

Financiada pelo Fomteatro, ação garante transporte para estudantes da rede pública e promove curso voltado a mulheres em situação de vulnerabilidade

27 FEV 2026 • POR TERO QUEIROZ • 05h20
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Alunos serão levados à sede do TGR para vivenciar o teatro na caixa cênica. Foto: Tero Queiroz

O Teatral Grupo de Risco (TGR) deu início à execução do projeto "TGR: Riso, Risco e Resistência". Financiada pelo edital nº 009/2024 do Programa Municipal de Fomento ao Teatro (Fomteatro), da Prefeitura de Campo Grande e Fundac, a iniciativa promove apresentações gratuitas e oficinas de formação para moradores de bairros afastados do centro.

Com 36 anos de atuação em Mato Grosso do Sul, o grupo direciona as atividades do projeto para a formação de plateia. O atendimento prioritário é voltado a alunos da rede pública de ensino, integrantes de ONGs e participantes de projetos sociais.

ACESSO E PROGRAMAÇÃO

Para viabilizar a presença do público, o projeto incluiu o custeio do transporte. Os estudantes são levados de seus bairros diretamente para o Espaço Teatral Grupo de Risco, sede da companhia localizada no Jardim Paulista.

O cronograma de cada turma recebida no local é dividido em três etapas. A programação começa com a exibição de uma peça do repertório do grupo. Em seguida, os atores conduzem uma roda de conversa sobre o tema da obra. O encontro termina com uma visita guiada para apresentar o histórico da companhia.

O calendário prevê a realização de 15 apresentações teatrais. Desse total, 14 são financiadas pelo edital e uma é oferecida pelo próprio TGR como contrapartida social. Todas as sessões contam com intérprete de Libras.

TEMÁTICAS SOCIAIS

O circuito apresenta sete espetáculos distintos. A curadoria das obras foi baseada nos temas abordados em cada roteiro, que servem de base para os debates conduzidos com os alunos após as sessões.

O catálogo inclui "A Princesa Engasgada", que trata da violência contra a mulher; "Revolução", focado em direitos trabalhistas; e "Guardiões", que aborda a degradação do Pantanal.

Também compõem a lista as peças "Do Jeito que é Hoje em Dia" (sobre prevenção a ISTs e Aids), "Tesoura" (discriminação por orientação sexual), "Circo do Absurdo" (relações de poder e opressão) e "Impróbitos" (espetáculo de improviso com participação do público).

FORMAÇÃO PARA MULHERES

Além da exibição de peças, o projeto destina recursos para a realização da oficina cênica "MULHE-RES". A atividade é gratuita e voltada especificamente para mulheres em situação de vulnerabilidade social ou com histórico de violência.

O curso utiliza exercícios teatrais para debater cidadania e direitos. O cronograma de aulas tem duração prevista de dois meses, estruturado em oito encontros de três horas cada, somando 24 horas de formação.

ESCOLAS ATENDIDAS

As ações contemplam moradores de bairros como Aero Rancho, Guanandi, Moreninha 2, Coophavila II, Nova Lima, Jardim Los Angeles e Santo Amaro.

O agendamento das apresentações foi articulado junto à Secretaria de Estado de Educação (SED).

A lista de atendimento abrange o Centro Cultural de Educação Tia Eva e oito escolas estaduais da capital: Amando de Oliveira, Arlindo de Sampaio Jorge, Joaquim Murtinho, Padre José Scampini, Antônio Delfino Pereira, José Barbosa Rodrigues, Lino Villachá e a unidade Cívico-Militar Marçal de Souza Tupã-Y.