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'ALANYS BALL'

Baile em Campo Grande homenageia 1ª advogada trans negra de MS

Ação defende que ocupar espaços negados é arte e forma de justiça

27 FEV 2026 • POR TERO QUEIROZ • 18h28
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Alanys Matheusa. - Foto: Deivison Pedrê

"Alanys Ball" é nome dado ao evento que acontece neste sábado (28.fev.26), no Teatro Arena do Horto Florestal, em Campo Grande (MS).

A programação aberta ao público marca o encerramento de um circuito formativo voltado à memória e ao fortalecimento da cultura LGBT em Mato Grosso do Sul.

A iniciativa é uma homenagem ao legado de Alanys Matheusa. Ela entrou para a história como a primeira travesti negra a se formar em Direito e a obter a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no estado.

A proposta do projeto é resgatar essa biografia e combater o apagamento de figuras locais que romperam barreiras sociais.

De acordo com a organizadora Emy Santos, por meio da ColetivA De Trans pra Frente, as ações do circuito tiveram início no mês passado (janeiro). A programação envolveu debates, produção de conteúdos audiovisuais e o intercâmbio cultural com artistas de outras regiões do país.

"O projeto nasceu no início do mês passado com algumas ações. Ele recebeu artistas de fora e produções de conteúdos voltados para a memória e o fortalecimento da cultura LGBT, mas sobretudo para a história da Alanys Matheusa, que foi a primeira travesti negra a se formar em Direito, ter a carteirinha da OAB e ocupar cargos importantes", detalhou Emy Santos ao portal TeatrineTV.

Segundo a organizadora, o evento de encerramento celebra a trajetória de Alanys reunindo outras travestis negras do Brasil.

"Trazer a história dela para essa pista de celebração é fundamental. A gente tem essa grande finalização do baile, que é aberto ao público, para concretizar tudo o que foi discutido e promovido nesses últimos meses", explicou.

ESTÉTICA PERIFÉRICA E CULTURA BALLROOM

 
 
 
 
 
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Além do resgate histórico, o evento destaca a identidade e a estética das periferias. Segundo a organização, os gestos e as narrativas da "quebrada" são o motor da celebração, utilizando a pista de dança como um espaço de resistência e exaltação da pluralidade.

O manifesto do baile defende que a ocupação de espaços historicamente negados, expressa por meio da arte e do corpo, também representa uma forma de justiça.

Durante a noite, o público poderá acompanhar competições características da cultura ballroom. As disputas foram divididas em oito categorias temáticas, elaboradas para refletir as vivências periféricas. As categorias anunciadas são:

LINE-UP E CORPO DE JURADOS

Para avaliar as apresentações e conduzir as atividades do baile, a organização selecionou profissionais da cena ballroom local e nacional.

A bancada de jurados será formada por Statement Mother Diameyka (A belíssima casa de Odara), Legendary Mother Eva Bessa (Casa de Klandestina), Kaique (007), Maria Yara (Pioneer House of Hands Up) e Maia Gauna (007).

O comando do microfone ficará sob a responsabilidade de Princess Gabrielle (House of Labellamafia). Nas pickups, a trilha sonora e a discotecagem do evento serão conduzidas por Founder Mother Luara Maria (Casa de Quimera) e pelo DJ Afro Queer (007).

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