Amy Madigan vence Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante após 40 anos
Ela havia sido indicada ao prêmio em 1986, mas não ganhou, pela performance em Twice in a Lifetime
15 MAR 2026 • POR TERO QUEIROZ • 19h19
Depois de quatro décadas de carreira no cinema e na televisão, a atriz americana Amy Madigan conquistou finalmente sua estatueta do Oscar. A vitória veio na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, graças à sua atuação no filme de terror Armas (A Hora do Mal — título brasileiro), marcando um momento histórico em sua trajetória artística.
Madigan, que já havia sido indicada anteriormente ao prêmio em 1986 por Twice in a Lifetime, voltou à cerimônia da Academia como uma das favoritas da temporada. No entanto, poucos analistas previam que um filme de terror pudesse levá-la ao topo — um gênero tradicionalmente pouco reconhecido nas categorias de atuação do Oscar.
Em A Hora do Mal, a atriz interpreta uma personagem enigmática e perturbadora que se torna peça-chave na escalada de tensão da história. A performance foi amplamente elogiada por críticos, que destacaram a intensidade emocional e a presença magnética de Madigan em cena.
Durante o discurso de agradecimento, a atriz relembrou sua longa trajetória em Hollywood e falou sobre perseverança.
A vitória também representa um marco para o cinema de terror. Embora o gênero tenha conquistado respeito crítico nos últimos anos, raramente intérpretes de filmes desse tipo recebem o principal reconhecimento da Academia.
Com uma carreira marcada por papéis consistentes e versáteis, Madigan consolida agora seu nome entre os vencedores do Oscar — provando que, às vezes, a consagração pode levar décadas para chegar, mas ainda assim ter um impacto histórico.
A conquista foi celebrada por colegas da indústria e por fãs nas redes sociais, que destacaram a justiça tardia para uma atriz cuja contribuição ao cinema atravessa gerações.
