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CAMPO GRANDE (MS)

Artista e PM, Marlene é encontrada morta em casa com tiro na cabeça

Caso ocorreu em residência no Estrela d'Alva I; Marido da vítima estava no local

6 ABR 2026 • POR TERO QUEIROZ • 13h47
Imagem principal
Marlene era subtenente da PM, artesã e cantora. Fotos: Redes sociais

A artista e subtenente da Polícia Militar (PM) Marlene de Brito Rodrigues, de 58 anos, foi encontrada morta na tarde desta 2ª feira (6.abr.26), em Campo Grande (MS). 

O corpo estava na casa onde ela morava, no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva I.

A vítima apresentava ferimento provocado por disparo de arma de fogo na região da cabeça.

As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. O caso é tratado, inicialmente, como suspeita de suicídio.

DELEGACIA DA MULHER NO CASO

Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) estiveram no local e deram início às investigações.

O marido da subtenente estava dentro do imóvel quando os primeiros policiais chegaram.

Também atuaram na ocorrência equipes da Polícia Militar, perícia e o Batalhão de Choque.

A área foi isolada para os trabalhos técnicos e coleta de evidências.

BRIGAS CONSTANTES COM O MARIDO

Marlene é mãe de dois filhos adultos também militares. Foto: Rede social Marlene é mãe de dois filhos adultos também militares. Foto: Rede social 

Relatos de vizinhos apontam que o casal mantinha desentendimentos frequentes.

Marlene tinha perfil reservado e boa convivência com a vizinhança.

Outros moradores relataram episódios recentes de comportamento agressivo por parte do companheiro.

Há ainda relatos de que a subtenente teria se afastado de amigas após o casamento.

Se houver confirmação de feminicídio, este poderá ser o primeiro registro do tipo em Campo Grande em 2026.

Até a publicação desta matéria nem a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sejusp) e nem a própria PMMS havia se manifestado sobre a morte da servidora de segurança.  

QUEM FOI MARLENE 

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Marlene construiu uma trajetória marcada por pioneirismo e dedicação ao serviço público.

Natural de Campo Grande, onde nasceu em 5 de agosto de 1966, era filha de Inácio Lira Rodrigues e Luiza de Brito Rodrigues. Cresceu em Ribas do Rio Pardo, onde concluiu o magistério e iniciou a vida profissional ainda jovem, trabalhando na prefeitura entre 1981 e 1985.

Em 1986, retornou à Capital para cursar Letras na antiga rede de Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMAT), atual Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), formação que manteve até 1990. Paralelamente, atuou no então Departamento de Trânsito (DTT), atual Agetran, entre 1987 e 1988.

No mesmo ano, interrompeu a graduação para ingressar na Polícia Militar, em 1º de setembro de 1988, integrando a terceira turma de soldados femininas da corporação.

Entre 1990 e 1991, trabalhou na Governadoria, durante a gestão de Marcelo Miranda. Em 1994, foi transferida para a Polícia Florestal, tornando-se uma das primeiras mulheres a atuar na unidade, até então composta exclusivamente por homens.

Ao longo da carreira, passou por diferentes setores da corporação. Em 1998, participou do Curso de Formação de Sargentos. Depois, atuou no 1º Batalhão da PM, no Quartel do Comando-Geral e na Diretoria de Pessoal.

Entre 2001 e 2011, trabalhou na Diretoria de Apoio Logístico, no setor de patrimônio. No mesmo ano, ingressou na reserva remunerada.

Em 2016, voltou à ativa por designação, passando a atuar novamente na área de patrimônio da corporação.

Ao longo da trajetória, foi condecorada com a Medalha Tiradentes, em 2004, e com a Insígnia do Mérito, em 2009, reconhecimentos concedidos por sua atuação na segurança pública.

Além da carreira policial, Marlene também se dedicava a atividades artísticas. Artesã, tinha no crochê uma prática terapêutica e fonte complementar de renda.

Mãe de dois filhos, Marlene era conhecida por defender a convivência familiar e mantinha relação próxima com netos. Desde 2013, integrava o Coral da PMMS.