D2 faz show para público médio em MS; sudestinos levam R$ 1,2 milhão e capturam 75% do palco
Antes do fluminense, ocorreu um show-protesto comandado pelo rapper corumbaense Big Jhow
17 MAI 2026 • POR TERO QUEIROZ • 09h51
O fluminense Marcelo Maldonado Peixoto, mais conhecido como Marcelo D2, realizou um grande show na noite do sábado (16.mai.26), no Porto Geral de Corumbá (MS), sendo a atração principal do terceiro dia da 19ª edição do Festival América do Sul (FAS). Ele superou o público do primeiro dia, mas não bateu a multidão que foi ao show de Dennis.
No encerramento, neste domingo (17.mai.26), deve se apresentar o carioca pagodeiro Dilson Scher Neto, mais conhecido como Dilsinho. Se considerada a apresentação de Dennis DJ (realizada na noite de 6ª feira, 15.mai.26), nesta edição do festival, três das principais atrações foram sudestinas, num festival que, em tese, deveria celebrar a música sul-americana.
Voltemos ao show de D2. Antes dele, subiram ao palco os artistas da Cultura de Rua para um show-protesto comandado pelo rapper — poeta do morro — Big Jhow.
(16.mai.26) - Big Jhow se apresenta com b-boys e b-girs em protesto pelo breaking e as batalhas de rima corumbaenses. Foto: Tero Queiroz A apresentação contou com performances também em tom de protesto de b-boys e b-girls, que lamentaram a exclusão do breaking desta edição do FAS. O show de Jhow, que se apresentou parte em playback e parte ao vivo, foi, de fato, um protesto pelo respeito aos trabalhadores da Cultura de Rua corumbaense.
(16.mai.26) - Big Jhow protesta pelo breaking e as batalhas de rima corumbaenses no 19º Festival América do Sul. Foto: Tero Queiroz Em seguida, subiu ao palco o veterano D2. Sua banda foi posicionada ao centro do palco, bastante iluminada, enquanto D2 cantou bem próximo ao proscênio, quase sem nenhuma iluminação.
As músicas apresentadas por D2 compõem o seu mais recente disco, intitulado “Manual Prático do Novo Samba Tradicional”. Como o próprio título sugere, foram apresentadas faixas compostas por grandes sambistas, como Martinho da Vila e Jorge Aragão, com músicas criadas pelo próprio rapper fluminense, caso da derradeira “1967”.
Esse projeto musical de D2 é composto por 3 volumes. Neles, o artista promove homenagens a pessoas próximas. No último volume, a homenageada central é a esposa e parceira criativa do artista, Luiza Machado.
Para o show de 1h20, D2 recebeu o cachê de R$ 240 mil (a prova). Com isso, apenas os sudestinos receberam R$ 1,240 milhão nesta edição do festival, já que Dennis recebeu R$ 550 mil e Dilsinho, R$ 450 mil. Confira a íntegra aqui.
Depois de D2, já no finalzinho do festival ocorreram apresentações de bandas fronteiriças. Uma delas foi a Oficina Latina, liderada pelo chileno Pedro La Colina. A banda é especializada em ritmos latinos como reggaeton, bachata, salsa e zouk. E por fim, no palco de Arena do Porto, apresentou-se a banda Show Sambalanço. Não localizamos os extratos que se refiram a pagamentos a nenhuma das bandas Sul-Americanas.
