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RISCO E CONFIANÇA

Cia Apoema estreia espetáculo e inicia circulação na Capital de MS

Serão 6 apresentações gratuitas e oficina formativa

27 MAI 2026 • POR TERO QUEIROZ • 14h19
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A Cia Apoema estreia, a partir de 31 de maio, em Campo Grande (MS), o espetáculo “Queda para cima”.

Idealizado por Nathália Maluf (fundadora da Apoema), o espetáculo investiga as relações humanas através do peso, do risco e da confiança.

O elenco é formado por Fran Corona, Moreno Mourão, Nathália Maluf e Vinícius Mena. A criação do espetáculo é coletiva, com concepção e produção de Nathália e Vinícius.

Com seis apresentações gratuitas na Capital sul-mato-grossense, o trabalho contém acrobacia coletiva e portagens.

A estreia será durante a Feira Criativa da Orla Morena, às 18h do dia 31 de maio.

Em seguida, haverá mais cinco sessões até 7 de junho nos seguintes locais:

‘PESQUISA CONTINUADA’ 

Esq. Fran Corona sobre os ombros de Moreno Mourão. Dir. Nathália Maluf sobre os ombros de Vinícius Mena. Foto: Hevo MídiaEsq. Fran Corona sobre os ombros de Moreno Mourão. Dir. Nathália Maluf sobre os ombros de Vinícius Mena. Foto: Hevo Mídia

“Um corpo impulsiona o outro. Sustenta. Solta. Recebe de volta”. É dessa imagem simples — e ao mesmo tempo instável — que nasce a dramaturgia do espetáculo. Em cena, os artistas se lançam uns aos outros em movimentos de voo, sustentação e queda, criando um jogo contínuo entre vertigem e apoio.

Em vez de apostar apenas no virtuosismo técnico, o espetáculo coloca o corpo coletivo no centro da cena. As acrobacias surgem atravessadas por tensão, confiança e escuta entre os artistas. No circo da Apoema, o risco não aparece só como efeito visual: ele vira parte da relação construída no palco.

Segundo a Cia Apoema, o espetáculo Queda para Cima (nova montagem) amplia a pesquisa iniciada em Apoeme-se: Intervenção Circo Poética a partir dos intercâmbios e residências artísticas vivenciados pelo elenco ao longo do projeto. Entre as experiências destacadas está a residência artística de 40 horas com o grupo Mano a Mana, realizada em São Paulo como parte da Ação 01, que contribuiu para um novo olhar sobre a criação do espetáculo, incorporando outras possibilidades técnicas, estéticas e dramatúrgicas. 

Ainda de acordo com o relato, o próprio nome Queda para Cima surgiu desse processo de encontros e apoios construídos durante a pesquisa, fazendo com que a obra trate a queda não apenas como risco, mas também como símbolo de confiança coletiva, apoio mútuo e reinvenção.

OFICINA DE CIRCO

Nathália e Vinícius, que integram o espetáculo Queda Pra Cima e vão ministrar a oficina de Circo. Foto: Hevo Mídia. Foto: Hevo MídiaNathália e Vinícius, que integram o espetáculo Queda Pra Cima e vão ministrar a oficina de Circo. Foto: Hevo Mídia. Foto: Hevo Mídia

Paralelamente às apresentações, o grupo também realiza a oficina gratuita “Queda para cima: Técnicas Circenses”, voltada a professores, artistas e estudantes. A formação acontece entre 28 de maio e 5 de junho.

Os encontros ocorrem na sede da Cia Apoema, na rua Paissandu, 615, no bairro Amambai, sempre às 19h. Aos sábados e domingos, as atividades começam às 13h30.

A proposta mistura teoria, prática e processos criativos, abordando acrobacias básicas de solo, portagens e manipulação de objetos. A ideia é ampliar o uso da linguagem circense tanto como ferramenta pedagógica quanto como recurso de criação artística.

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As inscrições gratuitas foram encerradas.

Os selecionados serão divulgados no Instagram da Cia Apoema e comunicados via e-mail ou celular.

Para a certificação de 20 horas, é necessário o comprometimento de ao menos 70% de participação no curso.

FINANCIAMENTO 

O projeto “Giro Apoema: Percursos Formativos e Circulação” recebeu R$ 100 mil de recursos oriundos do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FMIC) 2024, com investimento da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac). A prova.