"Quem gosta de cultura precisa olhar para a política", diz Landmark na 1ª Revoada Cultural
A Revoada acontece no cruzamento das ruas Maracaju e 14 de Julho, com atividades das 12h à meia-noite
31 MAI 2026 • POR TERO QUEIROZ • 18h59
A 1ª Revoada Cultural ocupa o Centro de Campo Grande (MS) neste sábado (30) e domingo (31.mai) com rap, samba, batalhas de rima, dança urbana e artistas indígenas em uma programação quase inteiramente formada por artistas sul-mato-grossenses. Durante o primeiro dia do evento, no Sábado, o vereador Landmark Rios (PT) afirmou que o setor cultural precisa participar mais ativamente do debate político, principalmente em ano eleitoral.
“Quem está na cultura precisa olhar para isso e se organizar. Esse ano é um ano eleitoral e nós precisamos eleger deputados federais, estaduais e senadores comprometidos com a cultura do Mato Grosso do Sul”, declarou ao TeatrineTV.
A fala aconteceu enquanto o vereador comentava críticas sobre a realização da Revoada em ano eleitoral. Segundo Landmark, o projeto já vinha sendo articulado antes da liberação dos recursos.
“O PT já tem a cultura em toda a sua programação há muito tempo. Isso aqui já estava no planejamento da deputada Camila, do deputado Vander e também do Ministério. Como os investimentos e a liberação de recursos demoram, está acontecendo agora”, explicou.
A Revoada acontece no cruzamento das ruas Maracaju e 14 de Julho, com atividades das 12h à meia-noite. No sábado, o espaço reuniu principalmente o público jovem e transformou a região central em ponto de encontro da cultura periférica e urbana.
Além dos shows, o evento também realiza um diagnóstico social da região central, ouvindo comerciantes, moradores e frequentadores do Centro de Campo Grande.
“Aqui nós estamos dialogando com todo o centro de Campo Grande. Tem pesquisa com comerciantes, com as pessoas que moram na 14, na 13. Não é simplesmente um evento simples. Tem cultura, mas também tem debate sobre o centro da cidade”, disse.
Durante a entrevista, Landmark também comentou sobre o enfraquecimento da estrutura pública da cultura em Campo Grande e relembrou a extinção da Secretaria Municipal de Cultura.
“Quando eu cheguei na Câmara, a Secretaria de Cultura tinha sido extinta. Agora nós estamos reorganizando. Mas a cultura vive. A cultura está nas pessoas, está na periferia, está no centro”, afirmou.
Segundo ele, a produção cultural continua acontecendo mesmo diante das dificuldades estruturais.
“A cultura se organiza com as próprias pernas. Ela sobrevive através de governos e governos. O desafio é grande”, declarou.
O vereador concluiu ressaltando que a realização da Revoada depende diretamente da destinação de recursos públicos.
“Hoje boa parte das emendas parlamentares e do orçamento da União está na mão dos deputados federais e senadores. Se o Vander e a deputada Camila não colocassem recurso financeiro deles, não teria esse evento aqui”, concluiu.
