Superintendente do Iphan MS [segurando leque colorido] festejou junto ao Cordão Valu | Foto: Tero Queiroz
O cortejo do Cordão Valu, realizado na tarde de sábado (14.fev.26) na Esplanada Ferroviária, reuniu centenas de foliões e marcou a celebração dos 20 anos do bloco no carnaval de rua de Campo Grande (MS).
Como o evento ocorre em área tombada, a realização exige autorização prévia do poder público, com acompanhamento feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), cujo superintendente em Mato Grosso do Sul, João Santos, esteve presente durante o cortejo.
“A gente tá aqui no Carnaval da Valu, histórico, 20 anos, ocupando a esplanada ferroviária. Esse espaço que é Patrimônio Material, sendo palco pro Carnaval, a maior festa do Brasil, a maior festa popular, que é o nosso Patrimônio Imaterial. Então, tem tudo a ver, Carnaval, área tombada e o IPHAN vem trabalhando junto aos blocos para que a gente tenha o máximo de planejamento. Então, todos os blocos hoje da esplanada estão com autorização do IPHAN", introduziu.
Cortejo do Cordão Valu seguiu em direção à Esplanada Ferroviária | Foto: Tero QueirozJoão explicou quais são as autorizações oferecidas pelo órgão: “O IPHAN não autoriza o evento em si. Ele autoriza as instalações provisórias de banheiros, palco, tendas, barracas. Isso tudo está acordado, está tudo resolvido e não tem porque o Carnaval não acontecer na Esplanada", afirmou.
Cordão Valu ocupou a Esplanada Ferroviária no sábado (14.fev.26) | Foto: Tero Queiroz Para o superintendente, a convivência entre preservação e festa popular é possível quando há planejamento e diálogo entre o poder público e os organizadores dos blocos. A ocupação cultural da Esplanada Ferroviária, segundo ele, reforça o valor simbólico do espaço histórico.
“A gente está aqui num lugar histórico, sendo palco para a maior festa popular do mundo. Então tem tudo a ver e o Carnaval em Campo Grande, se depender do IPHAN, permanece aqui na Esplanada Ferroviária", concluiu.
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