Peças são produzidas artesanalmente com cerâmica fria, arame, pano e suportes internos | Foto: Tero Queiroz
O artista de rua colombiano Jefferson Morales Oviedo e sua esposa brasileira Suelem dos Santos Correa transformaram as experiências vividas em viagens pela América do Sul em esculturas inspiradas nos protetores da natureza. O casal expõe os trabalhos durante a 19ª edição do Festival América do Sul, no Centro de Convenções do Pantanal – Miguel Gómez, no Porto Geral, em Corumbá.
Em entrevista ao TeatrineTV, Jefferson explicou que as peças são produzidas artesanalmente com cerâmica fria, arame, pano e suportes internos. Segundo ele, uma escultura de cerca de 25 centímetros leva entre dois e três dias para ficar pronta.
“O processo tem várias etapas. Primeiro eu faço o esqueleto, depois o rosto, mãos e pés. Em seguida, passo para a minha esposa, que dá vida às esculturas com maquiagem, cabelo e roupas”, contou.
O artista de rua colombiano Jefferson Morales Oviedo | Foto: Tero QueirozAs obras retratam seres ligados à floresta e ao equilíbrio ambiental. Apesar da estética mística, Jefferson ressaltou que o trabalho não possui relação religiosa.
“A gente trabalha com os protetores da natureza, falando energeticamente. Não tem nada a ver com religião. São seres que, nos contos e histórias, ajudam a preservar a floresta e manter o ecossistema equilibrado”, afirmou.
Os valores das esculturas variam conforme o tamanho e os detalhes. As menores custam cerca de R$ 120, enquanto as maiores podem chegar a R$ 2,5 mil. O casal também comercializa peças menores a partir de R$ 10.
Peças são produzidas artesanalmente | Foto: Tero QueirozNatural da cidade de Ibagué, Jefferson atualmente vive com a família em Bonito, onde expõe as obras na Praça da Liberdade, próximo à escultura dos peixes.
Segundo o artista, a inspiração surgiu durante uma longa viagem pela América do Sul. Ele relata que as paisagens, culturas e histórias encontradas em países como Peru e Bolívia ajudaram a moldar o conceito das esculturas.
“Começamos fazendo peças muito simples, mas com o tempo fomos nos profissionalizando. Hoje é um trabalho totalmente familiar”, disse.
As obras retratam seres ligados à floresta e ao equilíbrio ambiental | Foto: Tero QueirozAlém de Jefferson e Suelem, os filhos do casal também participam da produção e da logística das exposições.
“Todo mundo ajuda. É um trabalho em conjunto, uma história de família”, concluiu.
A reportagem está em Corumbá cobrindo a 19ª edição do Festival América do Sul, projeto da FCMS realizado com recursos públicos.







