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ARRANJOS REGIONAIS

Após 5 anos de calotes, prefeitura pega R$ 2,5 milhões de Lula

Edital foi construído sem debate com a classe

Por TERO QUEIROZ • 25/03/2026 • 16:17
Imagem principal Campo Grande acessa R$ 2,5 milhões do Arranjos Regionais do governo Lula. Foto: Henrique Kawaminami

Após cinco anos de calotes consecutivos aos editais culturais locais, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), a Prefeitura de Campo Grande, chefiada por Adriane Lopes (PP), conseguiu R$ 2,5 milhões do governo do presidente Lula (PT) para ser destinado exclusivamente ao setor audiovisual.

Os Termos de Complementação da Linha de Arranjos Regionais foram firmados na 3ª feira (24.mar.26), no Recife (PE), pelo Ministério da Cultura (MinC).

Somente por meio dessa política, o governo Lula está destinando R$ 630 milhões para estados e municípios investirem no audiovisual brasileiro. 

O Arranjos Regionais (é do audiovisual) e usa recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O recusro é repassado assim: o governo federal investe 5 vezes a contrapartida de estados e municípios. Ou seja, a prefeitura de Campo Grande desembolsou apenas R$ 500 mil e por isso receberá R$ 2,5 milhões.

Apesar de caloteira, por meio da Fundac, a prefeita Adriane Lopes conseguiu um feito inédito: essa é a primeira vez que a Capital sul-mato-grossense conseguiu acessar esse modelo de financiamento.

Ainda assim, a Fundac construiu o edital à revelia. O certame não foi discutido com o setor audiovisual campo-grandense, o que fere o debate democrático e como o recurso do governo Lula será investido pela gestão de extrema direita de Adriane Lopes.  

Os trabalhadores da cultura ainda não tiveram acesso a minuta do edital encaminhado ao MinC pela gestão de pepista.  

NO RECIFE

MinC firma acordo com estados e municípios e impulsiona investimentos nos Arranjos Regionais do audiovisual. Foto: Juliana UepaMinC firma acordo com estados e municípios e impulsiona investimentos nos Arranjos Regionais do audiovisual. Foto: Juliana Uepa

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que o investimento no setor tem efeitos diretos na economia.

“Não há perda em investimento em cultura de nenhuma forma, o audiovisual ativa a economia, gera emprego e renda, transforma a vida das pessoas, cria oportunidade, combate a violência e abre janelas e portas para as novas gerações”, disse.

A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, destacou o alcance nacional da política. “Quando um filme brasileiro entra em cartaz, é o Brasil inteiro que entra em cartaz e é isso que os Arranjos Regionais vão fazer de norte a sul”, afirmou.

Na avaliação da diretora executiva da Fundac, Jacqueline Vital, os recursos devem impulsionar o setor na Capital.

“Esse dinheiro representa empregabilidade para o setor do audiovisual e investimento para que seja propagada a cultura sul-mato-grossense e campo-grandense”, declarou.

VOLTOU COM O LULA

O Arranjos Regionais havia sido extinto durante o mandato do extremista de direita e aliado de Adriane Lopes, Jair Bolsonaro, inimigo declarado da Cultura.

Com a reeleição de Lula em 2023, e recriação do Ministério da Cultura (MinC), o Arranjos Regionais foi reestruturado e passou a funcionar com a combinação de recursos federais e aportes locais, o que ampliou a capacidade de investimento por meio do Fundo Setorial do Audiovisual.

Os valores poderão ser aplicados em diferentes etapas da cadeia produtiva, como formação, desenvolvimento de projetos, circulação de obras, preservação de acervos e produção de conteúdos, incluindo curtas, médias-metragens, animações e produtos voltados ao público infantil e ao setor de jogos eletrônicos.

Ainda não se sabe, em Campo Grande como o recurso será distribuído, visto que o edital foi construído à revelia. 


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