David Borenstein e Pavel Talankin recebem o Oscar 2026 de Melhor Documentário em Longa-Metragem por Senhor Ninguém contra Putin, destacando o retrato da vida escolar na Rússia durante a guerra e o impacto da doutrinação ideológica.
O filme "Senhor Ninguém contra Putin" venceu o Oscar na noite deste domingo (15.mar.26) de Melhor Documentário em Longa-Metragem na 98ª edição da premiação.
Ao subirem ao palco do Dolby Theatre, os diretores David Borenstein e Pavel Talankin, acompanhados das produtoras Helle Faber e Alžběta Karásková coroaram uma campanha sólida do documentário.
O documentário acompanha Pavel "Pasha" Talankin, um professor do ensino primário em Karabash, uma pequena e remota cidade na Rússia.
Pavel é encarregado de filmar as atividades escolares, mas, com o início da guerra contra a Ucrânia, ele começa a registrar clandestinamente a militarização e a doutrinação ideológica que tomam conta da escola
Borenstein e Talankin utilizam o ambiente de uma escola russa como um microcosmo da sociedade sob a narrativa do Kremlin durante a guerra.
A estrutura do filme, viabilizada pelo rigor na produção de Faber e Karásková, captura a claustrofobia da doutrinação estatal imposta a professores e alunos.
No mercado e na crítica especializada, o favoritismo do projeto já havia sido cimentado com a vitória no BAFTA.
Essa sintonia entre as premiações britânica e americana tem sido um indicativo histórico quase infalível para a categoria documental nos últimos anos.







