O MIS – Museu da Imagem e do Som, abre no dia 13 de fevereiro, às 19h, a exposição coletiva “O Grito que Ecoa”, em Campo Grande. A entrada é gratuita e o período de exposição é de um mês.
A mostra marca o início do projeto Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador, que prevê a realização de outras duas exposições em espaços culturais da cidade.
A exposição reúne trabalhos de 14 artistas mulheres e apresenta obras em pinturas, artes visuais, têxteis, objetos, instalações e performance.
Os trabalhos tratam de temas relacionados à violência de gênero, como feminicídio, abuso, estupro, misiginia e apagamento social, a partir de vivências pessoais e coletivas.
“O Grito que Ecoa” integra um circuito criado por artistas mulheres LGBTQIAPN+ sul-mato-grossense, voltado à circulação de produções que dialogam com feminismo, diversidade e direitos humanos.
A abertura contará com uma programação artística que inclui poesia com Pretisa, apresentações musicais de Vitória Queiroz e Bruna Valente e performances de Sabrina Lima. A proposta do projeto é ocupar museus, centros culturais e galerias independentes com narrativas que abordam questões sociais contemporâneas sob diferentes linguagens artísticas.
As obras apresentadas utilizam materiais diversos, como tecidos, fios, imagens e o corpo, compondo um percurso expositivo que discute o silenciamento histórico das mulheres e as violências estruturais presentes no cotidiano. Em um dos estados com altos índices de assassinato de mulheres, a exposição assume um posicionamento direto ao trazer esses temas para o espaço institucinal.
A abertura contará com uma programação artística que inclui poesia com Pretisa, apresentações musicais de Vitória Queiroz e Bruna Valente e performances de Sabrina Lima.
Participam da exposição as artistas Bejona, Marcia Lobo Crochê, Vitória Lorrayne, SYUNOI, Veryruim, Letícia Maidana, Terrorzinho, Kami, Sabrina Lima, Thalya Veron e Maíra Espíndola. A curadoria é de Sara Welter.
SYUNOI (Sara Welter) é artista visual, produtora cultural e curadora. Graduada em Artes Visuais (Bacharelado) pela UFMS, atua com desenho, tatuagem, muralismo, design e fotografia. Sua pesquisa investiga tempo, memória, existência e o vazio na contemporaneidade.
Pretisa é multiartista, compositora, poetisa, cantora e produtora cultural. Atua desde 2017 na cultura Hip-Hop em Mato Grosso do Sul, articulando música e poesia a partir das vivências de mulheres negras da periferia.
Design gráfico do projeto O Grito que Ecoa | Design Gráfico: Maíra EspíndolaSabrina Lima é atriz e performer, formada pelo Teatro Escola Macunaíma (SP) e graduanda em Artes Cênicas pela UFMS. Integra o grupo de pesquisa Corpo Sendo e o Coletivo Enegrecer, com investigações em performance, educação somática e corpo político.
Bejona (Laís Rocha) é artista visual, produtora, agente cultural e curadora, formada pela UFMS. Atua com graffiti, muralismo, lambe-lambe, gravura, escultura, pintura e arte digital, explorando afetos, metáforas e a exposição sensível do corpo.
Kami (Kamilla Macena) é artista visual da etnia Terena, formada em Artes Visuais (Licenciatura) pela UFMS. Atua com graffiti, muralismo, pintura e ilustração digital, investigando identidade, ancestralidade e a presença dos povos indígenas.
Terrorzinho das Artes é multiartista sul-mato-grossense, com produção entre pintura, escultura, moda e arte digital. Atua entre o físico e o virtual, com obras em NFTs e exposições nacionais e internacionais.
Vitória Lorrayne é cantora, compositora, poeta e arte-educadora. Com trajetória ligada à música, ao teatro e à poesia falada, atuou em coletivos e batalhas de slam e é graduanda em Música (Licenciatura) pela UFMS.
Veryruim (Beatriz Santana Souza) é artista visual e ilustradora, arquiteta e urbanista formada pela UFMS. Desde 2018 desenvolve ilustrações autorais com humor ácido e crítica social, valorizando a figura feminina, os corpos reais e a representatividade.
Marcia Lobo Crochê é artista visual, estilista e artesã contemporânea, formada em Artes Visuais pela UFMS. Atua com o crochê como linguagem artística, política e poética, articulando identidade, corpo, ancestralidade e acessibilidade cultural.
Maíra Espíndola é artista visual e produtora cultural, graduada em Rádio e TV e pós-graduada em Imagem e Som pela UFMS. Atua desde 2000 atravessando artes visuais, audiovisual, performance, música e design com pesquisas sobre narrativas, poesia e tecnologia.
Thalya Veron é artista visual de Campo Grande (MS). Atua com pintura desde a infância e desenvolve ações artísticas em comunidades desde 2015. Sua produção, marcada por cores vibrantes, dialoga com questões políticas, ambientais, territórios indígenas e a força feminina, utilizando tintas acrílicas e materiais recicláveis.
Este projeto é contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc, juntamente com a Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande.
Projeto: Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador
Exposição: O Grito que Ecoa
Etapa: 1ª etapa do circuito de exposições
Cidade: Campo Grande – MS
Local: MIS – Museu da Imagem e do Som
Abertura (vernissage): 13 de fevereiro de 2026, às 19h
Período expositivo: 1 mês
Entrada: gratuita
Artistas participantes: Bejona · Marcia Lobo Crochê · Vitória Lorrayne · SYUNOI · Veryruim · Letícia Maidana · Terrorzinho · Kami · Sabrina Lima · Thalya Veron · Maíra Espíndola
Curadoria: Sara Welter
Programação de abertura: – Recitação de poesia de Pretisa – Apresentações musicais: Vitória Queiroz e Bruna Valente – Performances artísticas: Sabrina Lima





