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INCA

OSC abocanha R$ 600 mil para fazer rodeio

Entidade detém R$ 3 milhões em contratos com o governo mato-grossense

Por TERO QUEIROZ • 25/08/2026 • 07:37
OSC abocanha R$ 600 mil para fazer rodeio Fachada da sede do Inca, instituto que acessou recurso milionário de verbas públicas de MT.

Uma festa de rodeio em Santo Antônio de Leverger vai sugar R$ 600 mil dos cofres públicos de Mato Grosso. Eis a prova: 

Print do Diário Oficial Nº 29.302 publicado em 25 de agosto de 2026. Versão original disponível no seguinte link: file:///C:/Users/JORNAL/Downloads/diario_oficial_2026-08-25_completo.pdf

O dinheiro será repassado ao Instituto Inca – Inclusão, Cidadania e Ação por meio de termo de fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). O CNPJ da Osc é 07.368.655/0001-66 (o cartão). 

O recurso vem de emenda parlamentar do deputado estadual Wilson Santos (PSD). O evento é a 34ª Festa do Peão Pantaneiro da Agrovila das Palmeiras, com realização prevista entre 24 de agosto e 30 de outubro.

O extrato publicado pela Secel não detalha quanto será gasto com estrutura, artistas, montagem, segurança ou outros serviços. Também não informa o público estimado.

O Instituto Inca aparece novamente como beneficiário de recursos estaduais para eventos. Na própria página de transparência da entidade, há registros de outros repasses firmados em 2026.

Só pela relação divulgada pelo instituto, são pelo menos R$ 3 milhões em contratos firmados com o governo de Mauro Mendes (UB), apenas neste ano de 2026.

A lista inclui R$ 700 mil para o 23º Festival de Cinema de Cuiabá; R$ 200 mil para o projeto Primavera 40 Anos; e R$ 200 mil para duas celebrações tradicionais no Vale do Rio Cuiabá.

Além disso, a Osc faturou mais R$ 100 mil para o Niver Fest Guia, R$ 100 mil para o Baile da Rainha da 6ª Expolam e R$ 127.104 para um campeonato de futebol amador. Há ainda um projeto de assistência social de R$ 1,01 milhão, firmado com a Setasc.

Dados do Portal da Transparência federal apontam que o Instituto Inca foi aberto em 2005 e já recebeu R$ 9,58 milhões em recursos desde então. A entidade tem Cybele Bussiki como presidente.

A entidade também atua no setor audiovisual. Em 2024, abriu edital para credenciamento de pareceristas destinados à análise de projetos da Lei Paulo Gustavo em Mato Grosso, com base em termo de fomento firmado com a própria Secel.


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