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CAMPO GRANDE (MS)

Extrema direita ganha com a prisão do rapper e influencer Du Mato?

Entre 2024 e março de 2026, o influenciador se tornou uma das vozes mais fortes na denúncia de problemas urbanos em Campo Grande

Por TERO QUEIROZ • 13/03/2026 • 17:15
Imagem principal Rapper que denunciava o abandono de Campo Grande sob Adriane Lopes é preso após reforma de processo marcado por irregularidades. Fotos: @dumato__oficiall

O influenciador digital, ativista social e rapper Alisson Benitez Grance, conhecido nas redes e nas ruas como Du Mato, apresentou-se voluntariamente à Polícia Civil na noite de 5ª feira (12.mar.2026), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), em Campo Grande (MS).

Segundo apuração do TeatrineTV, a ida à delegacia foi articulada por sua equipe jurídica para evitar uma eventual abordagem policial com grande exposição pública.

Contra o influenciador havia um mandado de prisão expedido após a reforma de uma decisão judicial que o havia absolvido em primeira instância. A nova sentença, proferida em dezembro de 2025, fixou pena de 8 anos e 2 meses de reclusão por tráfico de drogas.

Entre apoiadores do rapper, porém, a decisão foi recebida com desconfiança. Para muitos moradores da capital, a condenação soa menos como um desfecho judicial e mais como uma reação ao papel crítico que Du Mato passou a exercer nas redes sociais.

Entre 2024 e março de 2026, o influenciador se tornou uma das vozes mais fortes na denúncia de problemas urbanos em Campo Grande. Seus vídeos mostram ruas esburacadas, falhas de infraestrutura e críticas diretas à gestão da prefeita Adriane Lopes (PP).

Como o TeatrineTV já apontou em outras reportagens, a gestão municipal enfrenta críticas recorrentes em diferentes áreas da administração — não apenas na Cultura.

Com o crescimento da audiência de Du Mato nas redes, o confronto político se intensificou. Parte da reação pública passou a vir de aliados da prefeitura.

Nesse cenário, ganhou destaque o vereador Rafael Tavares (PL), que passou a atacar o influenciador de forma frequente nas redes sociais e em declarações públicas. Tavares é condenado judicialmente por crimes de ódio, injúria e irregularidades eleitorais, mas segue exercendo mandato.

Esta reportagem do TeatrineTV aprofunda, a seguir, os bastidores dessa aparente perseguição política em Campo Grande.

Ascensão do Cidadão-Repórter

Du Mato se tornou, em liberdade, um incômodo permanente para o establishment político de Campo Grande.

Desde que assumiu definitivamente a prefeitura em 2022, após a renúncia do antecessor, e depois de vencer a reeleição, a prefeita Adriane Lopes (PP) tenta consolidar uma imagem de gestão eficiente. Mas enfrenta um problema recorrente: a exposição diária da realidade da cidade.

Campo Grande convive há anos com uma crise visível de infraestrutura. Buracos, crateras e ruas deterioradas aparecem tanto nas áreas centrais quanto, principalmente, nos bairros periféricos.

Na política municipal, o buraco na rua tem um peso simbólico difícil de contornar. É a prova concreta de que o poder público não está funcionando como deveria.

Nenhuma campanha institucional ou vídeo de redes sociais consegue competir com a experiência cotidiana do motorista que quebra o carro em uma via esburacada.

Foi nesse cenário que Du Mato construiu sua audiência.

Com linguagem direta, humor ácido e a estética do rap, ele passou a registrar o cotidiano das ruas e publicar os vídeos nas redes sociais. Sem ligação com veículos tradicionais ou verbas institucionais, o influenciador começou a documentar os problemas urbanos da capital.

Rapidamente, seus vídeos passaram a circular entre moradores de diferentes bairros e grupos de WhatsApp, ampliando a repercussão das denúncias.

Para parte da população, cansada da lentidão do poder público, Du Mato acabou se transformando em uma espécie de porta-voz informal das reclamações da cidade.

Com isso, deixou de ser apenas um influenciador digital e passou a ocupar um espaço político inesperado: o de um dos principais críticos da gestão municipal nas redes sociais.

Guerra Algorítmica e o Terror da Influência Orgânica

A reação do meio político a Du Mato não se explica apenas pelo teor de suas críticas, mas também pelo alcance que ele passou a ter nas redes sociais.

Na política atual, visibilidade digital se tornou parte central da disputa por influência — e os números mostram um contraste relevante entre o influenciador e figuras tradicionais da política campo-grandense.

A prefeita Adriane Lopes mantém cerca de 68,2 mil seguidores em suas redes. Mesmo assim, seus vídeos costumam alcançar, no máximo, 40 mil visualizações. O nível de interação também é limitado, com poucos comentários e curtidas em comparação ao tamanho da base.

Situação semelhante aparece no perfil do vereador Rafael Tavares. O parlamentar tem 115 mil seguidores, mas a maior parte de suas publicações dificilmente ultrapassa 20 mil visualizações. Poucos vídeos de Tavares superam a marca de 100 mil.

Já Du Mato, mesmo com uma base menor — cerca de 36,7 mil seguidores — apresenta um padrão diferente de engajamento. Diversos de seus vídeos ultrapassam 100 mil visualizações, acompanhados por milhares de curtidas, compartilhamentos em grupos de WhatsApp e comentários de apoio.

No caso de Du Mato, grande parte dessa audiência foi construída a partir de vídeos gravados nas ruas da cidade, denunciando buracos, falhas de infraestrutura e reclamações de moradores.

Esse tipo de conteúdo ampliou a visibilidade do influenciador e tornou alvo.

Fantoche do Executivo?

Rafael Tavares atua politicamente em apoio a Adriane Lopes. Foto: Facebook de Rafael TavaresRafael Tavares atua politicamente em apoio a Adriane Lopes. Foto: Facebook de Rafael Tavares

O desgaste político de responder diretamente a um influenciador periférico popular é um risco que prefeitos raramente assumem.

Preocupados em manter a imagem de técnicos, dificilmente prefeitos descem à arena digital para discutir buracos na cidade com um rapper.

Então, geralmente, os chefes de executivo tendem a terceirizar o confronto político e usar aliados mais radicais para atacar adversários.

Nesse arranjo surgem os vereadores, porta-vozes ideal para blindar a administração municipal.

Na Capital, as alianças que sustentam a prefeita no poder, são PP e PL, o primeiro está Adriane Lopes e segundo da ala bolsonarista está Tavares.

Ao direcionar sua retórica agressiva contra Du Mato, Tavares acabou prestando um duplo serviço ao grupo político.

Primeiro, desviou a atenção pública da crise de infraestrutura da cidade para um confronto ideológico.

Segundo, buscou minar a credibilidade do crítico sem expor diretamente a prefeita ao embate.

Tavares passou a atacar o influenciador de forma sistemática.

Nas suas redes sociais se referiu a Du Mato como “traficante” e “bandido”.

Assim, rapidamente o foco deixou de ser os problemas da cidade e passou a ser a desqualificação pessoal do crítico a buraqueira.  

Ao associar o ativista ao crime, o vereador mobilizou o discurso punitivista em parte de sua base eleitoral e a rede de robôs do chamado "gabinete do ódio" da extrema direita.  

'Capivara de Rafael Tavares'

Com engajamento baixo, Rafael Tavares se diz 'antissistema', mas cumpre pena em liberdade. Foto: ReproduçãoCom engajamento pífio, Rafael Tavares se diz 'antissistema', mas é um condenado em liberdade. Foto: Reprodução

A reportagem do TeatrineTV puxou a chamada "capivara" (histórico criminal) do vereador Rafael Tavares, que se apresenta como defensor da “lei e da ordem” nas críticas a Du Mato, mas já foi condenado a mais de dois anos de prisão.

É curioso como condenado por diversos crimes Tavares continua exercendo mandato e participando da vida política institucional.

O discurso de “combate à criminalidade” contrasta com a própria trajetória de Tavares:

Em 30 de abril de 2025, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) negou, por unanimidade, recurso do vereador e manteve sua condenação com base na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/89) por incitação à discriminação e discurso de ódio.

O caso tem origem em publicações feitas em setembro de 2018, durante o período eleitoral.

Segundo os autos do processo, Tavares utilizou o Facebook para defender violência política e mencionar a intenção de comprar um “pedaço de caibro” para iniciar ataques físicos e promover uma suposta “limpeza étnica”.

Na mesma publicação, afirmou ter criado um grupo de WhatsApp voltado à perseguição de minorias, citando “gays, negros, japoneses e índios” e declarando que “não vai sobrar ninguém”.

Em outro trecho, Tavares disse que pretendia deixar o bigode “igual ao de Adolf Hitler”.

A defesa alegou que as declarações eram irônicas, mas os desembargadores entenderam que houve incitação discriminatória e mantiveram a condenação, fixando pena superior a dois anos e quatro meses de reclusão.

A ficha judicial do vereador não se limita a esse episódio.

Tavares também foi condenado por injúria qualificada contra o deputado federal Vander Loubet (PT). Em um vídeo, o então parlamentar comemorou o fato de a residência do deputado ter sido alvo de criminosos, afirmando que “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.

O Tribunal rejeitou a justificativa de liberdade de expressão e manteve a condenação.

Além disso, em fevereiro de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou por unanimidade o mandato de Tavares como deputado estadual.

A decisão ocorreu após o reconhecimento de fraude à cota de gênero nas eleições: o partido ao qual ele pertencia, o PRTB, utilizou candidaturas femininas fictícias, conhecidas como “candidatas laranjas”, o que levou à anulação dos votos da legenda.

Mesmo diante desse histórico, Tavares segue atuando politicamente em Campo Grande.

O caso do próprio Tavares oportuniza um contraste que alimenta críticas entre apoiadores de Du Mato: enquanto um influenciador que denunciava problemas urbanos enfrenta prisão, um político com condenações judiciais continua ocupando espaço no poder público.

Isso apenas escancara que a justiça pode agir com pesos diferentes dependendo de quem está no banco dos réus. E se for um colarinho branco então, aí as regalias aumentam.  

"Lawfare" Paroquial

A condenação que levou ao mandado de prisão de Alisson Benitez Grance tem várias falhas jurídicas, visíveis até para quem não entende do assunto.

O processo de Du Mato mostra como o aparato do Estado pode ser usado contra um adversário político — algo que especialistas chamam de lawfare. A rapidez com que decisões foram mudadas em instâncias superiores, logo depois do crescimento da influência do influenciador, levanta dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento.

A acusação de tráfico de drogas contra ele se apoia em provas muito frágeis.

Segundo a defesa, comandada pelo advogado Luiz Kevin Barbosa, a condenação de 8 anos e 2 meses em regime fechado se baseou quase que totalmente em uma única prova: uma impressão digital de Du Mato numa fita adesiva usada para embalar drogas enviadas pelos Correios.

Em casos de tráfico, normalmente espera-se um conjunto de provas sólido — como interceptações, quebra de sigilo bancário, testemunhas ou flagrantes. No caso de Du Mato, essas provas não existem. Como ele mesmo questionou: “Pegaram meu celular e encontraram alguma conversa traficando? Não. Pegaram eu levando droga nos Correios? Não”. O Judiciário ignorou o álibi material e documental apresentado pela defesa.

Em dezembro de 2021, quando os despachos aconteceram, Alisson tinha uma loja na Rua da Divisão, em Campo Grande. O comércio foi arrombado, e, além do dinheiro do caixa, os criminosos levaram materiais de uso comercial, incluindo vários rolos de fita adesiva. Ele registrou o furto oficialmente no dia do crime. Ou seja, é totalmente plausível que criminosos tenham usado o material roubado para embalar drogas, criando dúvida razoável (in dubio pro reo).

Mesmo assim, o Ministério Público dividiu o caso em três processos separados. A mesma impressão digital foi usada para ligar Du Mato a múltiplos envios, numa clara tentativa de “pescar” provas (fishing expedition).

A Nota Oficial da Defesa, do escritório Rodrigo Baez & Luiz Barbosa Advogados Associados, deixa claro o absurdo: “Quanto ao seu processo criminal em trâmite, ressalta-se que Du Mato foi ABSOLVIDO de todas as acusações em primeiro grau”. Os juízes da primeira instância reconheceram que as provas eram frágeis e que não havia como ligar Du Mato aos crimes.

A condenação só veio nas instâncias superiores. Segundo a defesa, “um processo isolado tomou um rumo distinto em segundo grau, permeado por uma série de erros processuais absurdos”.

Processos nos quais Du Mato já havia sido inocentado tiveram decisões alteradas pelos tribunais superiores justamente no auge de sua influência política contra a prefeitura. Para completar, ele afirma que “nunca foi intimado de qualquer decisão condenatória”, sendo pego totalmente de surpresa pelo mandado de prisão.

Fica claro que, nesse caso, o Estado falhou — não só na produção de provas, mas na garantia básica de defesa.

Não seria muito ligar a rapidez do Tribunal em inverter absolvições, baseando-se apenas numa fita adesiva, como reflexo da pressão de quem Du Mato criticava todos os dias nas redes.

Pânico Moral Fabricado e a Difamação na Escola

Se a condenação de Du Mato já tramitava nos bastidores, o linchamento público precisava de um pretexto.

Os extremistas de direita precisavam criar um escândalo que justificasse a pressa em prendê-lo e diminuísse a percepção de perseguição política. Esse gatilho surgiu durante as celebrações do Dia Internacional da Mulher, no início de março de 2026.

Alisson usava boa parte do seu alcance para o projeto social Da Quebrada à Universidade, promovendo palestras voluntárias em escolas periféricas para motivar estudantes a seguir no ensino superior e discutir questões sociais.

Convidado pela Escola Estadual Valdemir Barros da Silva, na região das Moreninhas, Du Mato debateu com os alunos, no dia 8 de março, os alarmantes índices do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A palestra, chamada “Masculinidade e o papel dos homens no combate à violência contra a mulher”, foi elogiada por mostrar como a cultura patriarcal muitas vezes educa meninos para a agressividade e a opressão.

Foi nesse momento que a máquina de ódio do vereador Rafael Tavares entrou em ação.

Assustado com o alcance crescente e a influência comunitária de Du Mato — que não só mobilizava multidões online, mas também formava consciências críticas nas escolas —, Tavares iniciou um ataque sistemático.

O vereador pressionou a Secretaria de Estado e espalhou pânico moral entre seus seguidores virtuais. Tavares, condenado por neonazismo questionava: “Como o Estado permite a entrada de um traficante e agressor de mulheres em uma escola?”. 

A acusação de “agressor de mulheres” foi a peça central da fake news bolsonarista naquele episódio.

Para desqualificar a palestra do rapper, os opositores resgataram um registro antigo, de mais de dez anos atrás, em que uma namorada acusava Du Mato de agressão. 

A Nota Oficial da Defesa de Du Mato deixa claro o absurdo: a equipe jurídica expressou “surpresa, indignação e tristeza diante da leviana acusação” e reforçou que “NÃO EXISTE, E NUNCA EXISTIU, qualquer processo dessa natureza contra ele”.

Com fartura de provas, Du Mato explicou que, há mais de 10 anos, uma ex-namorada registrou um Boletim de Ocorrência após o término do relacionamento. Du Mato compareceu espontaneamente à polícia, prestou esclarecimentos, e o caso foi encerrado. Nunca se transformou em processo judicial, inquérito ou denúncia formal do Ministério Público.

Mas é uma prática extremistas de direita usarem números de protocolo de B.O. como condenações judiciais, para enganar pessoas com pouca instrução e minar a reputação de adversários.

O pânico moral funcionou: as redes bolsonaristas replicaram a fake news em massa, preparando o terreno para o cumprimento do mandado de prisão viciado.

Apresentação voluntária a Justiça e o risco na prisão

Ciente de que o Estado não viria para fazer justiça, mas sim para silenciá-lo — e temendo profundamente uma abordagem policial violenta ou “acidentalmente” letal —, Alisson Benitez Grance recusou-se a dar à direita o espetáculo do camburão. No final da tarde de 12 de março de 2026, amparado por seu advogado Luiz Kevin Barbosa, Du Mato frustrou a sanha de seus algozes e se apresentou voluntariamente a uma delegacia.

A "Nota Oficial à Imprensa e Apoiadores", assinada pelos escritórios de Rodrigo Baez e Luiz Barbosa em 13 de março de 2026, detalha os últimos momentos de liberdade do rapper. A equipe jurídica informou que, após Du Mato "tomar conhecimento da existência de um mandado de prisão em seu desfavor, decidiu, de forma livre e espontânea, acionar a Polícia Civil para que o buscassem no endereço em que se encontrava".

A articulação cuidadosa de seu advogado evitou a humilhação pública que os extremistas de direita buscavam. O Grupo de Operações e Investigações (G.O.I.) encaminhou Alisson à CEPOL.

Seguindo estritamente as garantias constitucionais, que a defesa exigiu e monitorou de perto, o delegado determinou que "não fossem utilizadas algemas durante todo o procedimento". O respeito a essa prerrogativa esvaziou a imagem de "criminoso perigoso" que a direita tentava construir.

A defesa técnica preparou imediatamente o terreno para a batalha judicial, agendando a audiência de custódia para sábado, 14 de março de 2026, e confirmando a impetração, no Tribunal de Justiça, de "duas ações autônomas, ambas com pedidos liminares para reverter o quadro jurídico do influenciador". A convicção da inocência perpassa os documentos jurídicos, que prometem divulgar provas incontestáveis em momento estratégico.

Mas a vitória política do Estado foi oca. Mesmo atrás das grades, Du Mato não recuou. Em uma mensagem enviada aos milhares de apoiadores antes de ser preso, ele disse palavras que certamente vão incomodar os extremistas de direita:

"Não se sintam intimidados pelo que está acontecendo comigo. Não parem de protestar por uma Campo Grande melhor; lutem por uma cidade mais digna e não tenham medo de enfrentar a repressão. Eu não estou preso por ter cometido um crime; estou preso por ser uma voz que nunca vão calar, pois nossa luta está dentro de cada um de vocês, nas redes sociais e nas ruas".

Risco Democrático na Cidade Sem Lei (e Cheia de Buracos)

A prisão de Alisson Benitez Grance não é mais um caso comum do noticiário de Mato Grosso do Sul. Ela chamou atenção por mostrar como jovens críticos do poder local podem ser rapidamente enquadrados pelo sistema judicial.

No cenário atual, a prefeitura, ao menos temporariamente, vê a câmera que mostrava os problemas da cidade silenciada.

O vereador Rafael Tavares volta aos corredores da Câmara, sem sofrer consequências imediatas por condenações passadas.

E Campo Grande continua esburacada, a Câmara de Campo Grande omissa não denuncia. E por hora a extrema direita venceu. 

Du Mato sairá mais forte, ensina a literatura

A tentativa de silenciar Du Mato lembra o que aconteceu com Carolina Maria de Jesus em Quarto de Despejo.

Assim como a voz da escritora foi inicialmente ignorada e marginalizada, a perseguição judicial e midiática contra Alisson Benitez Grance tende a amplificar ainda mais sua mensagem sobre a realidade da periferia. Cada ataque, cada notícia distorcida ou mandado de prisão se transforma em combustível para sua visibilidade e engajamento.

Se antes ele era ouvido por milhares, agora seu alcance deve crescer ainda mais — não apenas nas ruas de Campo Grande, mas entre todos que reconhecem a força de uma voz que se recusa a ser calada.

E fica o alerta: se algo de grave acontecer a Du Mato na prisão, a Justiça de Campo Grande terá abandonado de vez qualquer compromisso com a verdade e com a Constituição Federal.

 


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Tags: Adriane Lopes, Alisson Benitez Grance, Campo Grande, establishment, influenciador digital, rapper

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