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'FAKE VIRAL'

Por que jornais mentem sobre 'os R$ 12 milhões de Epstein a Luciana Gimenez'?

Documento bancário desmonta narrativa sensacionalista

Por TERO QUEIROZ • 11/02/2026 • 22:16
Imagem principal Luciana Gimenez vira alvo de fake news promovida por jornais. Foto: Reprodução

A velocidade da era digital impôs um dilema perigoso ao jornalismo profissional.

A apuração rigorosa muitas vezes perde espaço para a urgência do clique imediato.

O caso Jeffrey Epstein acabou de se tornar um exemplo crítico dessa vulnerabilidade informativa.

Recentemente, a apesentadora e ex-modelo Luciana Gimenez foi alvo de graves acusações infundadas.

Veículos noticiaram que ela teria recebido 12 milhões de dólares do financista preso por comandar um rede de pedofilia para milionários. 

A informação baseava-se em uma leitura errada (e mentirosa) de registros bancários americanos.

ANÁLISE SIMPLES

No campo 'Beneficiaries - Issuer Name' aparece: Luciana Gimenez Morad, nome da apresentadora. Assim, jornais já a relacionaram com beneficiária dos R$ 12 milhões. A verdade, porém, é muito menos bombástica. 

Se feita uma análise técnica básica sobre o documento original do processo, nota-se que Gimenez não relação com o pedófilo.  

Trata-se de um relatório de compensações bancárias do Distrito Sul de Nova York.

O arquivo, datado de 2019, lista diversas movimentações financeiras de entrada e saída.

O nome de Gimenez consta no documento, mas o contexto foi distorcido.

O valor de US$ 12,6 milhões refere-se, na verdade, a uma entidade específica.

A quantia está vinculada à "The Haze Trust", e não à conta da brasileira.

Uma verificação em registros do Senado dos EUA esclarece a titularidade da empresa.

A "The Haze Trust" é uma estrutura fiduciária pertencente ao próprio Epstein.

A imprensa associou erroneamente o saldo do fundo ao nome da apresentadora.

O registro real ligado a Gimenez no mesmo documento é de valor irrisório.

A linha referente a ela aponta uma movimentação de apenas 22 dólares.

Documentos complementares indicam tratar-se de uma transferência entre contas próprias.

O valor circulou entre a conta corrente e a de investimentos da comunicadora.

A falha de interpretação gerou uma condenação pública baseada em dados falsos.

A narrativa sensacionalista ocultou a natureza técnica e burocrática do arquivo.

O erro desvia a atenção das reais conexões criminosas investigadas no caso. 

Trump já declarou que conhecia Epstein, mas alega que eles deixaram de se falar em 2004. Trump já declarou que conhecia Epstein, mas alega que eles deixaram de se falar em 2004. 

A missão de envolver Gimenez parece criar uma cortina de fumaça para o que escancara os e-mails do Pedófilo, com ligações com políticos e empresários que incluem: o presidente dos EUA, Donald Trump, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, Bill Gates, Elon Musk e o ex-príncipe Andrew, entre muitos outros. Esses e-mails podem ser vistos aqui

O QUE DISSE GIMENEZ 

A apresentadora precisou ir às redes nesta quarta se defender da fake news. Em vídeo, ela afirmou seu “repúdio, ódio e nojo” a Jeffrey Epstein. “E eu acordo e meu nome está envolvido com este cidadão de quinta categoria, esse lixo da humanidade”.

“Esses documentos são referentes a todas as movimentações das pessoas que tinham conta neste dia, neste banco, em 2019, eu inclusive”, explicou. “Não é que são contas do Jeffrey Epstein. Eu acredito que deva também ter contas de pessoas suspeitas, mas esses documentos são de todas as pessoas que fizeram transações aleatórias neste banco, neste dia”.

Luciana explica ainda, mostrando imagens, que a transação de US$ 12 milhões, realizada em fevereiro de 2019, foi feita para um fundo do qual ela não pertence. “Agora, o meu nome vem acima disso. É que as pessoas nem se importaram em olhar o documento de forma direita. Só de forma leviana”.

Basicamente, no vídeo, a apesentadora fez o trabalho que deveria ter sido feito pelo jornalismo que ao pedófilo.  


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Tags: Bill Clinton, Bill Gates, Donald Trump, Elon Musk, Jeffrey Epstein, Luciana Gimenez, Luciana Gimenez Morad, The Haze Trust

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