A Liga Breaking, em parceria com a Federação de Skate de Mato Grosso do Sul, realizou, na noite de domingo (30.ago.26), um campeonato de skate no Centro de Múltiplo Uso (CMU), em Bonito (MS).
A programação, que também contou com uma oficina de fundamentos do skate, ocorreu na noite de encerramento do 25º Festival de Inverno de Bonito e reuniu skatistas em atividades de formação e competição.
No entanto, a falta de estrutura adequada para a prática da modalidade chamou atenção.
Sem iluminação suficiente no espaço onde as disputas foram realizadas, os próprios skatistas recorreram aos faróis de uma motocicleta para iluminar a pista.
A presidente da Associação de Skate de Mato Grosso do Sul, Edduarda Grego, ministrou uma oficina de fundamentos do skate durante o evento. Segundo ela, a atividade começou mais tarde por causa do calor e da incidência de sol durante a tarde.
"A gente chegou cedo, aqui a tarde tava muito calor, muito sol, então a gente resolveu adiar. A oficina começou às 17h pra poder ter um um clima bacana pras crianças. Em oficina principalmente participam criança, né? Apesar de ser aberta a todo o público", introduziu.
Com o início da noite, a ausência de iluminação na pista passou a dificultar a atividade.
"A gente chegou e foi escurecendo, reparamos que não tinha luz na pista, o que é um descaso muito grande com o skate, que é uma modalidade olímpica, uma modalidade super popular no Brasil. Então, hoje a gente ter um festival referência como esse e não ter uma estrutura adequada pro esporte olímpico, um esporte que faz parte da programação do festival, é muito triste, é muito feio de ver, na verdade, porque isso é uma realidade do Mato Grosso do Sul", explicou Edduarda.
Edduarda também chamou atenção para as condições da pista de skate do CMU, citando buracos, sujeira e pedras no espaço.
"O skate é marginalizado, jogado a margem, enquanto outros esportes tem investimento. E, assim, atualmente essa pista do CMU, está abandonada. Tem buraco, muita sujeira, pedra e tudo isso faz o skatista cair, se machucar, pode acabar acontecendo um acidente ali, como eu disse, várias crianças no evento. Então, realmente o CMU tá precisando de uma atenção especial pra pista de skate."
CRIANÇAS TIVERAM O PRIMEIRO CONTATO COM A MODALIDADE
Segundo o representante da Federação de Skate de Mato Grosso do Sul, Paulo Pacheco, a oficina reuniu participantes que tiveram contato com o skate pela primeira vez.
"A gente começou aqui. Agora tá desorganizado, mas aí veio a galerinha e tinha uns três que era o primeiro contato com o skate aqui. Alguns eram de Campo Grande, alguns são daqui mesmo. E aí foi muito legal, a gente fez a oficina. Inelizmente estamos sem luz aqui, né? Mas é isso aí".
Para a presidente da Associação de Skate, a falta de estrutura também prejudica a formação de novos atletas e pode contribuir para que esportistas deixem suas cidades e o Estado em busca de melhores condições.
"Aqui no estado a gente já teve atleta de ponta aqui, competiu, participou da seleção olímpica, viajou pra fora e tudo isso só acontece se tiver estrutura. Se não tiver estrutura, o atleta acaba tendo que mudar, sair, não representa a cidade e o estado que nasceu. Então assim, a gente carece de da base, que é a estrutura, é a pista de skate qualidade, é uma iluminação na pista", concluiu Edduarda.