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CASA AMARELA

 Exposição sobre Lídia Baís abre programação cultural em Campo Grande

A programação dedicada à artista será aberta nesta quarta-feira (22.abr.26)

Por FERNANDO PRESTES* • 22/04/2026 • 15:26
Imagem principal Tatiana De Conto e Guido Drummond na frente da Casa Amarela | Foto: Divulgação

A Casa Amarela, em Campo Grande, inicia nesta quarta-feira (22.abr.26) uma programação dedicada à artista Lídia Baís, marcando os 126 anos de seu nascimento com a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”. A agenda integra a proposta da Semana Nacional dos Museus e se estende até 23 de maio, ampliando o período tradicional da ação com atividades ao longo de um mês.

O destaque da abertura é a apresentação do catálogo original da única exposição realizada pela artista ainda em vida. O documento, considerado raro, não tem data precisa, mas é estimado entre as décadas de 1930 e 1935. Segundo a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto, o material reúne não só a produção de Lídia, mas também registros do ambiente cultural da época. “Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, afirmou.

Catálogo Lídia Baís | Foto: DivulgaçãoCatálogo Lídia Baís | Foto: Divulgação

A proposta da mostra parte da relação entre memória e experiência artística, buscando aproximar o público da trajetória da pintora e do contexto em que viveu. “O público encontra não apenas estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho — um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, completa Tatiana, que divide a gestão do espaço com o artista Guido Drummond.

A programação também marca o Dia do Arteterapeuta, celebrado na mesma data, com um sarau aberto ao público. Ao longo de maio, serão realizadas oficinas conduzidas por Tatiana, baseadas em seu livro sobre a artista, lançado em 2023. As atividades propõem exercícios criativos que utilizam escrita, costura e assemblagem como formas de expressão e reflexão.

Fachada da Casa  Amarela | Foto: DivulgaçãoFachada da Casa  Amarela | Foto: Divulgação

De acordo com Guido Drummond, a decisão de estender a programação está ligada à dimensão da obra de Lídia Baís. “Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, explicou.

As ações dialogam com o tema nacional deste ano, que propõe discutir o papel dos museus na conexão entre diferentes realidades. No caso da Casa Amarela, o projeto também reforça sua atuação como espaço voltado à arte urbana e à preservação de memórias locais. Desde 2017, o local funciona como Museu de Arte Urbana (MUAU), com foco em práticas culturais ligadas ao território e à identidade da cidade.

Original, o catálogo traz um pouco da história da artista e da arte de MS | Foto: DivulgaçãoOriginal, o catálogo traz um pouco da história da artista e da arte de MS | Foto: Divulgação

Além da exposição e das oficinas, o encerramento da programação prevê a exibição de documentários relacionados à história do Complexo Ferroviário, ampliando o debate sobre patrimônio e memória urbana.

SERVIÇO

Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos


Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118 – região central de Campo Grande (MS)


22 de abril (quarta-feira)
Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta


6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)
Oficina arteterapêutica “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”


23 de maio (sábado)


Exibição de documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário

ESTAGIÁRIO FERNANDO PRESTES SOB A SUPERVISÃO DA REDATORA ALY FREITAS*


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