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ROTA CINE MS

Projeto inicia mapeamento inédito dos trabalhadores do audiovisual de MS

O objetivo é criar um catálogo de profissionais para facilitar contratações dentro e fora do estado

Por TERO QUEIROZ • 16/04/2026 • 10:31
Imagem principal Oficina de Produção Audiovisual realizada pelo projeto Rota Cine MS. Foto: João Paulo

O projeto Rota Cine MS iniciou um levantamento para mapear o audiovisual em Mato Grosso do Sul. Um formulário online está disponível até 30 de abril para profissionais e empresas do setor.

A proposta é reunir dados sobre atuação, especialidades e estrutura de trabalho. O material vai embasar um diagnóstico do setor e um catálogo digital.

Daniel Celli, coordenador da Rio Film Commission, tem quase 20 anos no audiovisual e atua no desenvolvimento de políticas públicas para fortalecer o setor e atrair produções ao Brasil.Daniel Celli, coordenador da Rio Film Commission, tem quase 20 anos no audiovisual e atua no desenvolvimento de políticas públicas para fortalecer o setor e atrair produções ao Brasil.

Segundo o especialista em políticas públicas para o audiovisual, Daniel Celli, a iniciativa pode ajudar a organizar o mercado.

“A proposta é compreender melhor o setor e fortalecer ações como as film commissions”, afirmou.

O catálogo em construção deve funcionar como vitrine. A ideia, conforme os organizadores, é facilitar contratações e conexões, inclusive com produções de fora do Estado.

Ana Ostapenko, coordenadora da Film Commission em MS. Foto: ReproduçãoAna Ostapenko, coordenadora da Pantanal Film Commission em MS. Foto: Reprodução

Conforme a coordenadora da Pantanal Film Commission, Ana Ostapenko, o momento é estratégico.

“Estamos criando uma base de informações para entender quem somos e onde estamos”, disse.

Ela avaliou que o levantamento pode ajudar a posicionar Mato Grosso do Sul no cenário nacional.

“Isso fortalece nossa capacidade de articulação e atrai produções”, completa.

(28.set.23) - Joel Pizzini exibe filme na inauguração do Cineclube Campo Grande. Foto: Tero Queiroz(28.set.23) - Joel Pizzini exibe filme na inauguração do Cineclube Campo Grande. Foto: Tero Queiroz

O cineasta Joel Pizzini apontou que a falta de dados ainda é um entrave.

“Diagnosticar a cena é essencial para a profissionalização do setor”, defendeu.

Ele também chamou atenção para outro problema.

“Hoje, o desafio não é só produzir, mas saber onde exibir os filmes”.

Fábio Flecha, pós-sessão première do seu longa-metragem 'Do Sul, A Vingança'. Foto: Aly FreitasFábio Flecha, pós-sessão première do seu longa-metragem 'Do Sul, A Vingança'. Foto: Aly Freitas

Também cineasta, Fábio Flecha destacou o impacto prático da iniciativa.

“Mapear os profissionais ajuda a identificar pontos fortes e fracos da cadeia”, argumentou.

Para ele, a organização dessas informações pode atrair novos projetos.

“Quanto mais dados disponíveis, maiores as chances de receber produções”, concluiu.

O formulário pode ser respondido em cerca de 10 a 15 minutos.

Segundo a organização, os dados serão tratados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

FINANCIAMENTO PNAB

O Rota Cine MS é financiado com R$ 2 milhões oriundos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura (MinC), no governo do presidente Lula (PT) [a prova]. 

Em MS, o recurso é gerenciado por meio de Termo de Fomento entre a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e o Instituto Curumins.

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