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UFMS

Festival da Juventude oferece oficinas de escrita, cinema e tecnologia

Realizada entre os dias 26 e 28 de março, as vagas são limitadas

Por FERNANDO PRESTES* • 03/03/2026 • 18:17
Imagem principal Alunos durante Festival da Juventude anterior| Foto: Divulgação

O Festival da Juventude 2026 realiza, entre os dias 26 e 28 de março, uma programação gratuita de oficinas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). As atividades ocorrem no Complexo Multiuso Dercir Pedro de Oliveira e no Auditório Marçal de Souza Tupã-Y, com vagas limitadas e certificação mediante frequência mínima.

Além dos shows e apresentações artísticas, o evento concentra parte da programação em ações formativas nas áreas de literatura, cinema, tecnologia, atuação e poesia falada. Segundo o produtor e curador Febraro de Oliveira, a proposta é estruturar o festival a partir da formação. “A programação formativa foi pensada como eixo estruturante do Festival da Juventude, não ficando apenas como atividade complementar. Entendemos que juventude não é apenas fruição cultural, mas também produção de conhecimento e criação de repertório”, afirmou.

Plateia no Festival da Juventude | Foto: DivulgaçãoPlateia no Festival da Juventude | Foto: Divulgação

Ele destacou que as oficinas foram organizadas para oferecer ferramentas práticas aos participantes. “Pensamos cada proposta a partir da pergunta: que tipo de mundo essa juventude pode construir se tiver acesso a meios, linguagem e escuta qualificada?”, diz. Para o curador, as atividades ampliam o papel do evento. “As oficinas transformam o festival de palco em laboratório. Enquanto os shows oferecem inspiração e visibilidade, as oficinas oferecem processo e aprofundamento. Elas deslocam o jovem da posição de espectador para a de criador.”

Entre os destaques está a oficina de Escrita Criativa, ministrada por Monique Malcher, vencedora do Prêmio Jabuti. A autora propõe o uso da etnografia como ferramenta para a ficção. “Para fazer ficção é necessário olhar para o mundo com a nossa percepção, mas também aberto para o que o cotidiano e as pessoas diferentes de nós podem contar”, afirma. Para quem deseja começar a escrever, ela orienta: “Que não pensem na profissão do escritor como um meio de serem aceitos pelas pessoas, mas que encarem a escrita como uma atividade que precisa muito da nossa criança curiosa”. Segundo a escritora, “a importância de formar um país não só de leitores, mas de escritores” está ligada à autonomia cultural.

A mediação de leitura também integra a programação. Na Oficina de Capacitação de Mediadores de Leitura, o historiador Vinicius Barbosa, idealizador do projeto @latinaleitura, discute os desafios da leitura no ambiente digital. “Temos dois grandes conjuntos de desafios. Um é estrutural, ligado às políticas públicas e ao acesso ao livro. Outro é específico da nossa relação com a leitura nos tempos digitais”, explicou. Ele questiona como comunicar literatura em meio ao consumo acelerado de conteúdo nas redes sociais. “Se queremos formar leitores, precisamos dominar esse modo de fazer. A oficina propõe retirar essa cortina e olhar as redes como veículo de mediação de leitura”, destacou. A proposta, segundo ele, combina reflexão e prática, da produção de conteúdo à criação de comunidades de leitura.

Alunos que participaram do Festival da Juventude | Foto: DivulgaçãoAlunos que participaram do Festival da Juventude | Foto: Divulgação

A programação inclui ainda Oficina de Criação e Desenvolvimento de Aplicativo para Celular, com uso de App Inventor; Oficina de Roteiro Cinematográfico, ministrada pelo cineasta Joel Pizzini; Oficina “Em Cena, a Ação”, com a atriz Shirley Cruz; e a Oficina SLAM: Vozes da Juventude, com Alessandra Coelho, voltada à poesia falada.

Informações e inscrições estão disponíveis no site oficial (festjuv.com.br/2026/) e no Instagram @festivaldajuventudems.

O Festival da Juventude é realizado pelo Instituto Curumins em parceria com a UFMS e o Ministério da Cultura, por meio de convênio viabilizado por emenda do deputado federal Vander Loubet, com recursos da Lei Rouanet e do Fundo Nacional de Cultura. O evento conta ainda com apoio de órgãos estaduais e parceiros institucionais.


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Tags: Auditório Marçal de Souza Tupã-Y, Complexo Multiuso Dercir Pedro de, Febraro de Oliveira, Festival da Juventude 2026, Instituto Curumins, Ministério da Cultura, Monique Malcher, Shirley Cruz, Universidade Federal de Mato Grosso, Vinicius Barbosa

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