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AYELE TISSU

'Raízes em Tecido' promove moda africana no Quilombo Furnas do Dionísio

A programação aconteceu nos dias 7 e 8 de fevereiro com workshop e desfiles

Por FERNANDO PRESTES* • 28/02/2026 • 14:09
Imagem principal Kossi no desfile do projeto | Foto: Adriely Jardim

Nos dias 7 e 8 de fevereiro, o Quilombo Furnas do Dionísio, em Mato Grosso do Sul, recebeu o projeto “Raízes em Tecido – O Poder das Estampas”, com workshop formativo e desfile de moda autoral. A iniciativa foi idealizada pelo estilista togolês Kossi Ezou e contou com preparação de elenco e direção de desfile de Isabela Lopes

A programação começou dia 7, às 8h, com workshop voltado a modelos e não modelos da própria comunidade. A formação foi conduzida por Isabela Lopes dentro da metodologia do Ybyrá Lab e incluiu abordagem teórica e prática sobre trajetória artística, presença cênica e ensaio de passarela. No dia 8, os participantes desfilaram criações da marca Ayele Tissu, fundada por Kossi em 2017, que já participou de festivais, feiras e exposições em Mato Grosso do Sul.

Participante do projeto 'Raízes em Tecido' | Foto: Adriely JardimParticipante do projeto 'Raízes em Tecido' | Foto: Adriely Jardim

Formado em Administração, Kossi vive em Mato Grosso do Sul há 13 anos e atua com moda africana. Segundo ele, o projeto nasceu da necessidade de fortalecer vínculos com a ancestralidade. “A ideia surgiu pela necessidade e a importância de as comunidades quilombolas, descendentes de africanos, conhecerem um pouco mais de suas raízes para resgatar a memória ancestral, identidade e autoafirmação por meio da moda africana. Eu, como africano do Togo, morando há 13 anos no Mato Grosso do Sul e trabalhando com a moda africana, vi a oportunidade ideal para realizar este projeto”, afirmou.

Desfile do projeto 'Raízas em Tecido' | Foto: Adriely JardimDesfile do projeto 'Raízas em Tecido' | Foto: Adriely Jardim

De acordo com Kossi, 20 pessoas integraram a equipe de realização, sendo 15 da própria comunidade, entre modelos, apresentadora e integrantes da produção. Para o estilista, a proposta ultrapassou o campo estético. “Para mim, realizar este projeto foi celebrar muito mais do que moda, foi uma celebração de identidade, ancestralidade, memória e expressão cultural”, declarou.

Isabela Lopes, professora, modelo e artista, relatou que a preparação buscou oferecer ferramentas técnicas e consciência de trajetória. “Foi uma aula teórico-prática que perpassou minha história como atriz e modelo. Depois, coloquei as alunas em vivência de cena e, por fim, ensaiamos a passarela”, explicou. Ela também assinou a direção do desfile e a produção executiva, em parceria com a equipe local.

Desfile com a marca de roupa Ayele Tissu | Foto: Adriely JardimDesfile com a marca de roupa Ayele Tissu | Foto: Adriely Jardim

A ficha técnica incluiu ainda fotografia de Adriely Jardim, maquiagem de Izadora Andrade, discotecagem de Luiz Augusto Lucas da Silva e apresentação de Vitória da Silva Santos, além do apoio da associação do Quilombo Furnas do Dionísio.

O projeto foi viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, por meio de edital da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.


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