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6ª TEIA

Pontões de Cultura chegam a mais de 60 mil pessoas e pressionam MinC por avanços na Cultura Viva

Até o momento, mais de 10 mil agentes culturais foram formados pelos Pontões

Por TERO QUEIROZ • 22/05/2026 • 18:07
Imagem principal (19.mai.26) - 3º Encontro Nacional dos Pontões de Cultura e Encontro Nacional Agente Jovem Cultura Viva. / Foto: Giba/MinC

Os impactos da Política Nacional Cultura Viva nos territórios brasileiros e os desafios para os próximos ciclos da política pública marcaram o 3º Encontro Nacional dos Pontões de Cultura, realizado durante a 6ª Teia Nacional, em Aracruz (ES). 

O encontro no dia 19 de maio reuniu representantes de Pontões de Cultura de diferentes regiões do país para discutir monitoramento, formação cultural, gestão compartilhada e os caminhos da Cultura Viva após a retomada do Ministério da Cultura (MinC).

Entre os dados apresentados pelo MinC, um chamou atenção: os 39 Pontões parceiros do Edital SCDC/MinC nº 09/2023 alcançaram 60.959 pessoas, além de mais de 6 mil coletivos e entidades culturais.

Os projetos também chegaram a territórios indígenas, quilombolas, rurais e periferias urbanas historicamente afastadas das políticas públicas de cultura.

(19.mai.26) - Em destaque o secretário executivo do MinC, Márcio Tavares. Foto: Giba/ MinC (19.mai.26) - Em destaque o secretário executivo do MinC, Márcio Tavares. Foto: Giba/ MinC 

Durante o encontro, o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, afirmou que a Cultura Viva vive um momento de reorganização nacional. “A Política Nacional Cultura Viva é uma política estratégica e agora está ganhando também uma governança estratégica. É uma mudança qualitativa muito importante”.

Segundo ele, o fortalecimento da rede depende da continuidade da articulação entre governo e sociedade civil. “A pujança desta rede é algo muito significativo, muito importante, politicamente muito central, muito estratégico”.

Representando o governo do Espírito Santo, o secretário estadual de Cultura, Fabrício Noronha, destacou o papel dos Pontões na articulação dos territórios culturais. “Os Pontões de Cultura já têm essa função de articular as suas bases e os seus territórios”.

FORMAÇÃO, TERRITÓRIO E REDE

Os dados apresentados pelo Ministério da Cultura mostram ainda que os Pontões realizaram mais de 5,8 mil horas de atividades formativas, capacitando mais de 10 mil multiplicadores culturais em diferentes regiões do Brasil.

O encontro também discutiu mudanças em editais, monitoramento dos projetos e estratégias para ampliar o alcance da Cultura Viva nos territórios.

Para o coordenador-geral de Articulação da Política Cultura Viva no MinC, Leandro Artur Anton, os resultados do ciclo iniciado em 2023 devem orientar os próximos passos da política pública. “Tenho a expectativa de, a partir dessa avaliação, pensar em instrumentos normativos e novas regras para editais que aperfeiçoem o fomento”.

RACISMO E DEFESA DOS TERRITÓRIOS

O combate ao racismo e a proteção dos territórios tradicionais também apareceram entre os principais temas do encontro.

A agente cultural Silvany Euclênio, do Pontão de Cultura e Ancestralidade Africana no Brasil, afirmou que preservar culturas de base comunitária também significa defender os territórios negros e de matriz africana. “O que nós estamos cobrando da rede é que ela se comprometa com o combate ao racismo, com a defesa da vida, com a defesa dos territórios tradicionais de matriz africana”.

Ela também alertou para os riscos enfrentados por lideranças culturais e religiosas nos territórios. “Sem essas lideranças, sem essas autoridades, sem esses territórios, sem os valores civilizatórios fundantes dessas manifestações culturais, elas morrem também”.

Ao longo da programação, os participantes também se dividiram em grupos de trabalho sobre cultura digital, justiça climática, diversidade, enfrentamento às violências e gestão compartilhada da Cultura Viva.


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