A programação reuniu dinâmicas coletivas, atividades de cartografia e debates sobre políticas culturais, sustentabilidade e atuação das juventudes nos territórios.
A atividade foi mediada por integrantes do Consórcio Universitário Cultura Viva, formado por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Durante a manhã, os participantes foram divididos em grupos para discutir as relações entre corpo, território e pertencimento. A proposta resultou na produção de cartografias coletivas com referências às vivências, identidades e experiências dos jovens participantes.
O pesquisador Manuel Alcausa conduziu uma das atividades de abertura, voltada a exercícios de respiração e consciência corporal. “Temos que entender onde o nosso corpo está”, afirmou durante a dinâmica.
Entre os participantes estava Klekheeniso Ekuná de Matos, 23 anos, do povo Kamayurá, no Território Indígena do Xingu (MT). Integrante do Pontão de Culturas Indígenas, ela atua com comunicação e acessibilidade em ações voltadas às comunidades indígenas.
“Nosso trabalho principal é trazer acessibilidade para que as pessoas entendam o que é o fomento à cultura, quais são as políticas públicas que precisam melhorar e o que precisamos fazer para ter melhor acesso aos espaços da cultura, das artes e da música”, explicou.
A jovem também destacou a presença do grafismo indígena como elemento de identidade e pertencimento nas atividades realizadas durante o encontro. “O grafismo é a nossa identidade. Mesmo que a gente não use, quando vê um grafismo específico, a gente sabe que aquilo é nosso”.
Outra participante, Alice Carvalho, 21 anos, da comunidade de Curral de Varas, em Guanambi (BA), afirmou que a atividade possibilitou o contato entre jovens de diferentes regiões do país.
“É extremamente importante conhecer pessoas de outros lugares e compreender o trabalho da Cultura Viva”, afirmou.
Segundo ela, o grupo utilizou a imagem de uma panela para representar as diferentes trajetórias reunidas na dinâmica coletiva. “O que une a gente é a força de continuar lutando por aquilo que acredita e por aquilo que é”.
CARTA POLÍTICA
Durante a tarde, os participantes iniciaram a elaboração de propostas para compor a carta final do 1º Encontro Nacional de Agentes Jovens Cultura Viva.
Os debates foram organizados em três eixos: trabalho e sustentabilidade na Política Nacional Cultura Viva; gestão compartilhada da ação Agente Cultura Viva; e justiça climática nos territórios.
As propostas devem ser apresentadas na plenária final do encontro e encaminhadas à Comissão Nacional dos Pontos de Cultura.
A programação foi organizada pelo Consórcio Universitário Cultura Viva, iniciativa colaborativa de pesquisa e extensão ligada a universidades federais de diferentes regiões do país.







