A Cia Apoema estreia, a partir de 31 de maio, em Campo Grande (MS), o espetáculo “Queda para cima”.
Idealizado por Nathália Maluf (fundadora da Apoema), o espetáculo investiga as relações humanas através do peso, do risco e da confiança.
O elenco é formado por Fran Corona, Moreno Mourão, Nathália Maluf e Vinícius Mena. A criação do espetáculo é coletiva, com concepção e produção de Nathália e Vinícius.
Com seis apresentações gratuitas na Capital sul-mato-grossense, o trabalho contém acrobacia coletiva e portagens.
A estreia será durante a Feira Criativa da Orla Morena, às 18h do dia 31 de maio.
Em seguida, haverá mais cinco sessões até 7 de junho nos seguintes locais:
- 1º.jun.26 — EE Armando de Oliveira, às 14h;
- 2.jun.26 — Teatro de Arena da UEMS, às 14h;
- 3.jun.26 — EE Maria Eliza, às 10h;
- 6.jun.26 — Feira Ziriguidum, às 17h;
- 7.jun.26 — Praça do Panamá, às 18h.
‘PESQUISA CONTINUADA’
Esq. Fran Corona sobre os ombros de Moreno Mourão. Dir. Nathália Maluf sobre os ombros de Vinícius Mena. Foto: Hevo Mídia“Um corpo impulsiona o outro. Sustenta. Solta. Recebe de volta”. É dessa imagem simples — e ao mesmo tempo instável — que nasce a dramaturgia do espetáculo. Em cena, os artistas se lançam uns aos outros em movimentos de voo, sustentação e queda, criando um jogo contínuo entre vertigem e apoio.
Em vez de apostar apenas no virtuosismo técnico, o espetáculo coloca o corpo coletivo no centro da cena. As acrobacias surgem atravessadas por tensão, confiança e escuta entre os artistas. No circo da Apoema, o risco não aparece só como efeito visual: ele vira parte da relação construída no palco.
Segundo a Cia Apoema, o espetáculo Queda para Cima (nova montagem) amplia a pesquisa iniciada em Apoeme-se: Intervenção Circo Poética a partir dos intercâmbios e residências artísticas vivenciados pelo elenco ao longo do projeto. Entre as experiências destacadas está a residência artística de 40 horas com o grupo Mano a Mana, realizada em São Paulo como parte da Ação 01, que contribuiu para um novo olhar sobre a criação do espetáculo, incorporando outras possibilidades técnicas, estéticas e dramatúrgicas.
Ainda de acordo com o relato, o próprio nome Queda para Cima surgiu desse processo de encontros e apoios construídos durante a pesquisa, fazendo com que a obra trate a queda não apenas como risco, mas também como símbolo de confiança coletiva, apoio mútuo e reinvenção.
OFICINA DE CIRCO
Nathália e Vinícius, que integram o espetáculo Queda Pra Cima e vão ministrar a oficina de Circo. Foto: Hevo Mídia. Foto: Hevo MídiaParalelamente às apresentações, o grupo também realiza a oficina gratuita “Queda para cima: Técnicas Circenses”, voltada a professores, artistas e estudantes. A formação acontece entre 28 de maio e 5 de junho.
Os encontros ocorrem na sede da Cia Apoema, na rua Paissandu, 615, no bairro Amambai, sempre às 19h. Aos sábados e domingos, as atividades começam às 13h30.
A proposta mistura teoria, prática e processos criativos, abordando acrobacias básicas de solo, portagens e manipulação de objetos. A ideia é ampliar o uso da linguagem circense tanto como ferramenta pedagógica quanto como recurso de criação artística.
As inscrições gratuitas foram encerradas.
Os selecionados serão divulgados no Instagram da Cia Apoema e comunicados via e-mail ou celular.
Para a certificação de 20 horas, é necessário o comprometimento de ao menos 70% de participação no curso.
FINANCIAMENTO
O projeto “Giro Apoema: Percursos Formativos e Circulação” recebeu R$ 100 mil de recursos oriundos do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FMIC) 2024, com investimento da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac). A prova.



















