21.mai.2026 - Participantes da 6ª Teia Nacional durante visita à Aldeia Tupiniquim de Comboios, em Aracruz (ES), em atividade de intercâmbio cultural, preservação ambiental e fortalecimento dos saberes indígenas. / Foto: Victor Vec/ MinC
Participantes da 6ª Teia Nacional visitaram, na 5ª feira (21.mai.26), a Aldeia Tupiniquim de Comboios, em Aracruz (ES), durante uma atividade voltada à troca de saberes, preservação ambiental e fortalecimento das culturas indígenas.
O acesso ao território acontece pelo Rio Comboios. A comunidade ocupa uma península de cerca de 24 quilômetros, onde vivem aproximadamente 950 pessoas.
A programação integrou o projeto “Memória das Águas: Vivências Tupinikim na Aldeia Comboios” e reuniu apresentações culturais, caminhadas pelo território e rodas de conversa sobre ancestralidade, meio ambiente e direitos indígenas.
Vice-presidente da Associação Indígena Tupiniquim de Comboios (AITC), Hudson Coutinho afirmou que as ações desenvolvidas na aldeia envolvem preservação ambiental, reflorestamento e proteção dos manguezais. “Os trabalhos que desenvolvemos aqui no território se baseiam muito na questão do lixo, do reflorestamento e da preservação do manguezal”.

Segundo ele, os conhecimentos ambientais fazem parte da transmissão ancestral da comunidade. “Eles nos ensinaram a cuidar do meio ambiente e a ter essa relação com ele”.
Durante a visita, os participantes conheceram diferentes áreas do território, incluindo regiões de manguezal e a faixa costeira onde está localizada a Reserva Biológica de Comboios, considerada um dos principais pontos de desova da tartaruga-de-couro no Brasil.
A diretora de Promoção da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Karina Gama, afirmou que a atividade buscou aproximar os participantes da realidade dos povos indígenas e dos debates sobre políticas culturais nos territórios. “Aqui é uma oportunidade de promover esse intercâmbio, essa troca de saberes, das culturas dos povos indígenas, essa relação intrínseca com a natureza”.
IMPACTOS DE MARIANA
A comunidade de Comboios também foi atingida pelos impactos do rompimento da barragem de Mariana (MG), ocorrido em 2015.
O presidente da Associação Indígena Tupiniquim de Comboios, Jocinaldo Coutinho, afirmou que o desastre afetou atividades tradicionais da aldeia, como pesca, coleta de mariscos e agricultura.
“Algumas das nossas crianças não sabem nadar porque não podem ter contato com a água, seja do rio, seja do mar”, relatou.
Segundo ele, a abertura do território para visitas também faz parte de um processo de fortalecimento cultural e conscientização ambiental da comunidade.
A aldeia deve receber novos grupos participantes da Teia Nacional nos próximos dias.





















