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POVOS INDÍGENAS

6ª Teia Nacional leva participantes a aldeia afetada por Mariana no ES

A programação integrou o projeto 'Memória das Águas: Vivências Tupinikim na Aldeia Comboios'

Por TERO QUEIROZ • 22/05/2026 • 19:18
Imagem principal 21.mai.2026 - Participantes da 6ª Teia Nacional durante visita à Aldeia Tupiniquim de Comboios, em Aracruz (ES), em atividade de intercâmbio cultural, preservação ambiental e fortalecimento dos saberes indígenas. / Foto: Victor Vec/ MinC

Participantes da 6ª Teia Nacional visitaram, na 5ª feira (21.mai.26), a Aldeia Tupiniquim de Comboios, em Aracruz (ES), durante uma atividade voltada à troca de saberes, preservação ambiental e fortalecimento das culturas indígenas.

O acesso ao território acontece pelo Rio Comboios. A comunidade ocupa uma península de cerca de 24 quilômetros, onde vivem aproximadamente 950 pessoas.

A programação integrou o projeto “Memória das Águas: Vivências Tupinikim na Aldeia Comboios” e reuniu apresentações culturais, caminhadas pelo território e rodas de conversa sobre ancestralidade, meio ambiente e direitos indígenas.

Vice-presidente da Associação Indígena Tupiniquim de Comboios (AITC), Hudson Coutinho afirmou que as ações desenvolvidas na aldeia envolvem preservação ambiental, reflorestamento e proteção dos manguezais. “Os trabalhos que desenvolvemos aqui no território se baseiam muito na questão do lixo, do reflorestamento e da preservação do manguezal”.

Segundo ele, os conhecimentos ambientais fazem parte da transmissão ancestral da comunidade. “Eles nos ensinaram a cuidar do meio ambiente e a ter essa relação com ele”.

Durante a visita, os participantes conheceram diferentes áreas do território, incluindo regiões de manguezal e a faixa costeira onde está localizada a Reserva Biológica de Comboios, considerada um dos principais pontos de desova da tartaruga-de-couro no Brasil.

A diretora de Promoção da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Karina Gama, afirmou que a atividade buscou aproximar os participantes da realidade dos povos indígenas e dos debates sobre políticas culturais nos territórios. “Aqui é uma oportunidade de promover esse intercâmbio, essa troca de saberes, das culturas dos povos indígenas, essa relação intrínseca com a natureza”.

Foto: Victor Vec/ MinC Foto: Victor Vec/ MinC Foto: Victor Vec/ MinC Foto: Victor Vec/ MinC Foto: Victor Vec/ MinC Foto: Victor Vec/ MinC Foto: Victor Vec/ MinC

IMPACTOS DE MARIANA

A comunidade de Comboios também foi atingida pelos impactos do rompimento da barragem de Mariana (MG), ocorrido em 2015.

O presidente da Associação Indígena Tupiniquim de Comboios, Jocinaldo Coutinho, afirmou que o desastre afetou atividades tradicionais da aldeia, como pesca, coleta de mariscos e agricultura.

“Algumas das nossas crianças não sabem nadar porque não podem ter contato com a água, seja do rio, seja do mar”, relatou.

Segundo ele, a abertura do território para visitas também faz parte de um processo de fortalecimento cultural e conscientização ambiental da comunidade.

A aldeia deve receber novos grupos participantes da Teia Nacional nos próximos dias.


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