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ARACRUZ (ES)

6ª Teia inicia plano nacional para culturas indígenas

Primeira reunião do GT contou com exposição com curadoria de Ailton Krenak e Karen Worcman

Por TERO QUEIROZ • 22/05/2026 • 19:48
Imagem principal 6ª Teia inicia articulação para construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas. Foto: Danilo Zeppelin

A 6ª Teia Nacional iniciou, na 5ª feira (21.mai.26), em Aracruz (ES), as articulações para a construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas. A proposta reúne representantes de povos originários, organizações indígenas e órgãos federais para elaborar diretrizes voltadas à proteção e valorização das culturas indígenas no país.

As discussões começaram durante a programação da Teia Nacional e devem continuar até domingo (24.mai.26), com encontros voltados à formulação de propostas ligadas a território, memória, línguas indígenas, patrimônio cultural, justiça climática e propriedade intelectual.

A primeira reunião do grupo de trabalho ocorreu em território Tupiniquim e Guarani e contou com representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), da ANMIGA e de outras organizações indígenas nacionais e regionais.

Segundo a diretora de Promoção da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Karina Miranda da Gama, o processo pretende reunir propostas construídas diretamente pelos povos indígenas. “Esse grupo de trabalho tem essa importante missão de começar a desenhar propostas para um plano”.

Ela afirmou ainda que o plano será elaborado em parceria com diferentes órgãos federais, entre eles o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai.

A secretária de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, Giovana Mandulão, afirmou que a construção do plano representa uma retomada das políticas culturais indígenas. “Por muitos anos, a nossa pauta da cultura foi deixada de lado. Agora é o momento da retomada”.

Segundo ela, o desafio é criar uma política que contemple a diversidade dos mais de 300 povos indígenas e das centenas de línguas faladas no Brasil.

REPARAÇÃO E MEMÓRIA

Representante indígena no Conselho Nacional de Política Cultural, Daiara Tukano afirmou que o plano precisa considerar a reparação histórica dos povos originários.

“Quando nós falamos de culturas indígenas, estamos falando da necessidade de políticas de reparação para o dano histórico cometido contra nossos povos”, declarou.

Ela defendeu que o debate inclua proteção das línguas indígenas, valorização dos saberes tradicionais, repatriação de patrimônios e garantia de direitos sobre conhecimentos ancestrais.

A programação da Teia também contou com a abertura da exposição “Você Já Escutou a Terra?”, com curadoria de Ailton Krenak e Karen Worcman.

A mostra reúne relatos, registros audiovisuais e instalações sobre memória, território e crise climática a partir de experiências coletadas nos seis biomas brasileiros.


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