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LUTO NAS ARTES

Laura Cardoso teve carreira e faleceu como queria

Pioneira nas telenovelas da TV brasileira, acumulou 84 anos de carreira

Por TERO QUEIROZ • 18/08/2026 • 06:50
Laura Cardoso teve carreira e faleceu como queria Atriz Laura Cardoso faleceu aos 98 anos em São Paulo.

Laurinda de Jesus Balleroni, mais conhecida como Laura Cardoso, faleceu aos 98 anos na 2ª feira (17.ago.26). 

Nascida na Capital de São Paulo, Laura iniciou sua carreira atuando em radionovelas em 1942.

Ao longo dos 84 anos de carreira, Laura empilhou prêmios por sua performance nas telenovelas e nos cinemas. 

Ela é ganhadora de três Prêmios Grande Otelo, cinco Prêmios APCA, dois Prêmios Shell e dois Troféus Imprensa.

Em 2006, ela foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural (OMC), honraria entrege à ela pelo Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Ministro da Cultura, na época o cantor e compositor Gilberto Gil.

A primeira-dama D. Marisa Letícia, o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, a atriz Laura Cardoso e o Ministro da Cultura Gilberto Gil, em 2006.

Laura faleceu em casa, no bairro do Sumaré, em São Paulo. A atriz morreu enquanto dormia, 26 dias antes de completar 99 anos.

Esse era um desejo de Laura, que, além de uma carreira dos sonhos, teve direito ao que ela chamava de um jeito "santo" de falecer.

Em 2014, durante entrevista ao programa Provocações, da TV Cultura, apresentado por Antônio Abujamra, Laura Cardoso afirmou como gostaria de morrer.

“Dormindo! Sabe aquela coisa, ‘ah, morreu dormindo’. É santo! De Deus”, disse Laura.

VIDA DA ARTISTA

"Uma nova história a cada roteiro 🎬🎭. E com um sorriso no rosto, desejo uma ótima semana a todos vocês!", disse Laura em seu Instagram em fevereiro de 2026.

Laura nasceu em 13 de setembro de 1927, no Bixiga.

Filha de imigrantes portugueses, enfrentou resistência da família quando decidiu seguir a carreira artística.

Aos 15 anos, fez um teste para trabalhar em radionovelas e começou a construir a trajetória que a levaria ao rádio, ao teatro, ao cinema e à televisão.

Fotografia da família portuguesa de Laura recém-chegada ao Brasil, em 1926. Foto: acervo de família

Foi nesse período que adotou o nome artístico Laura Cardoso. 

Em 1949, conheceu Fernando Balleroni, com quem se casou naquele mesmo ano.

Laura e Fernando

Balleroni também era ligado à dramaturgia e atuava como ator, diretor, roteirista e produtor.

O casal teve três filhos: Fátima, José e Fernanda.

José morreu apenas três dias depois do nascimento, vítima de um problema relacionado ao sangue.

Relatos publicados após a morte da atriz apontam que o bebê sofreu com incompatibilidade do fator Rh, problema que ainda era pouco compreendido na época.

Laura e Fernando.

Laura seguiu a carreira enquanto criava as duas filhas.

Em depoimentos, reconheceu que a rotina profissional trouxe consequências para a vida familiar.

A atriz chegou a dizer que, algumas vezes, pensava que poderia ter ficado mais próxima das filhas.

Ainda assim, nunca tratou a carreira como um erro ou demonstrou arrependimento por ter escolhido a profissão.

Laura e Fernando permaneceram casados por mais de 30 anos. O relacionamento terminou com a morte dele, em 1980, aos 58 anos.

Viúva, Laura não deixou a carreira de lado e entrou em uma nova fase profissional pouco depois.

A vida de Laura foi marcada por relações de amizade construídas dentro da própria profissão.

Uma das mais conhecidas foi com Hebe Camargo, amizade iniciada durante os trabalhos de "As Pupilas do Senhor Reitor".

Com o passar dos anos, Laura se tornou a matriarca de uma família formada pelas filhas, netos e bisnetos.

A família de Laura Cardoso celebra a virada de ano de 2025 para 2026. Foto: Instagram

Mesmo com a fama e décadas de trabalho, manteve forte ligação com a família e costumava tratar os parentes como parte central de sua vida.

Deixou duas filhas, netos e bisnetos, além de uma carreira que atravessou mais de sete décadas da história artística brasileira.

PIONEIRA NA TELEVISÃO

Laura Cardoso recebe de Roberto de Almeida Rodrigues a caricatura do Hall da Fama – 7 Dias na TV, durante o programa Almoço com as Estrelas, da TV Tupi, em 1958. Ao lado, Airton Rodrigues e Lolita Rodrigues. Foto: Reprodução/Museu Pró-TV

A televisão foi trazida ao Brasil pelo jornalista e empresário Assis Chateaubriand. No ano de 1950, ele importou os equipamentos de transmissão e centenas de aparelhos dos Estados Unidos, inaugurando oficialmente a TV Tupi (o primeiro canal de televisão do país e da América do Sul) em 18 de setembro de 1950. 

Laura foi uma das primeiras contratadas para atuar nos teleteatros da Tupi de Chateaubriand.  

O primeiro programa em que ela foi vista foi o Teatro de Walter Forster, que exibia a peça "A Prostituta e o Santo Homem".

Em 1952, Laura integrou o elenco do programa Tribunal do Coração, escrito por Vida Alves. 

No ano seguinte, Laura participou do elenco de Hamlet, dirigido por Dionísio Azevedo, na primeira experiência com videotape da televisão brasileira. 

Ao lado dela em cena, no mesmo Hamlet, estavam Lima Duarte, Lolita Rodrigues, Rolando Boldrin e Vida Alves.

A primeira novela de fato de Laura foi Os Miseráveis (1958), em que ela deu via à personagem Cosette, depois veio as novelas Um Lugar ao Sol (1959), ela era Ana Maria, e Há Sempre o Amanhã (1960), onde interpretou Clara. 

Laura Cardoso teve estreia tardia no teatro, apesar de grande experiência na TV. Foto: João Passos

Apenas no último ano da década de 50, que Laura subiu ao palco profissional de teatro. Na época ela tinha 32 anos. 

Naquele 1959 Laura encenou a peça Plantão 21, dirigida por Antunes Filho, e foi recebida com "expressividade e louvor" pela crítica especializada.  

Após a experiência nos palcos, Laura retornou à televisão para estrelar as novelas: a Vida de Chopin (1962), A Noite Eterna (1962) e Sublime Aventura (1963).

Com a apuração do seu humou e drama, Laura concebeu a Condessa L'amour, na novela 'Moulin Rouge - A Vida de Toulouse-Lautrec (1963)', sob a direção de Geraldo Vietri. Pela performance nesse trabalho, Laura recebeu em 1963 o Troféu Imprensa de Melhor Atriz.

Diante de seu sucesso, Laura conseguiu espaço no elitizado cinema brasileiro. Ela conseguiu um papel na cinebiografia 'O Rei Pelé', com direção de Carlos Hugo Christensen. 

De volta às novelas, no ano golpe de estado no Brasil, ela estrelou Gutierritos, o Drama dos Humildes (1964) ao lado de Lima Duarte no papel de Rosa. Na época, por motivos de saúde, Laura teve que deixar o papel de Rosa, tendo sido substituída por Wanda Kosmo. 

Mesmo com a saúde ruim, ela foi escalada no mesmo para trabalhar na novela Quando o Amor é Mais Forte, de Pola Civelli, sendo esta sua primeira novela exibida diariamente na televisão, e sua personagem teve bastante destaque na época. Com isso, Laura conseguiu o feito de tornar sua personagem coadjuvante popular em um período onde somente os casais de protagonistas tinham muita importância.

Durante as gravações dos capítulos finais, ela mais uma vez teve um quadro de saúde ruim devido ao cansaço extremo e estresse físico, chegando a desmaiar no estúdio e ser socorrida por seus colegas. Em razão disso, as gravações da novela foram adiadas até que a atriz retomasse suas condições de saúde.

Em 1965, Laura apareceu em três novelas da TV Tupi e interpretou Nicole em "Fatalidade", protagonizada por Eva Wilma e John Herbert.

No mesmo ano de 1965, Laura viveu Zoraya em "Olhos que Amei", uma rainha cigana movida por um plano de vingança.

LAURA EM OUTRAS EMISSORAS

Lima Duarte e Laura Cardoso, em 1969, na TV Tupi. Foto: Acervo de família/J.B. de Campos Filho Cena de O Profundo Mar Azul (1963), de Terence Rattigan, exibido pela TV Tupi. Na foto (da esquerda para direita) estão Eduardo Abas, Altair Lima e Laura Cardoso. Foto: Acervo Museu Pró-TV Laura Cardoso e Tarcísio Meira em Se a Noite Falasse, de Emilia Pardo Bazan e direção de Wanda Kosmo. A peça foi exibida em 1961 pela TV Tupi. Foto: Acervo Museu Pró-TV Rolando Boldrin, Laura Cardoso e Fernando Balleroni no espetáculo A Fabulosa História da Néca do Pato, exibido pela TV Tupi em 1960. Adaptação de Walter George Durst e direção de Wanda Kosmo. Foto: Acervo Museu Pró-TV Cena de A Severa, exibida na década de 1960 pela TV Tupi. Foto: Acervo Museu Pró-TV Rolando Boldrin e Laura Cardoso em A Severa, na TV Tupi, na década de 1960. A foto revela as rígidas regras de conduta das novelas da época. Neyde Pavani e Laura Cardoso na peça Não Sairás Esta Noite, sob direção de Geraldo Vietri. O espetáculo foi exibido em 1959 no programa TV de Comédia, da TV Tupi. Laura Cardoso em A Casa de Bonecas (1959), de Henrik Ibsen, na TV Tupi. Foto: Reprodução/acervo Museu Pró-TV Hélio Souto e Laura Cardoso em cena da peça O Anjo de Pedra, de Tennessee Williams e direção de Wanda Kosmo, apresentada na TV Tupi em 1956. Foto: Acervo Museu Pró-TV

Ainda em 1965, Laura deixou a Tupi e passou a trabalhar na TV Rio, onde participou de "A Herança do Ódio".

No ano seguinte, foi contratada pela TV Excelsior para protagonizar "Abnegação", de Dulce Santucci.

Na trama, interpretou Gilda, uma mulher que abandona a família para viver com o verdadeiro amor após um casamento arranjado.

Depois, voltou à Tupi para atuar em "Os Rebeldes", como Maria de Freitas.

Em 1967, Laura participou de uma nova versão de "Os Miseráveis", escrita por Walther Negrão e produzida pela Band.

Ela interpretou Fantine Lanoire, jovem abandonada pelo pai de sua filha e obrigada a criá-la sozinha.

A produção marcou a estreia da Band na dramaturgia e foi exibida no mesmo dia da inauguração do canal.

De volta à TV Tupi, Laura esteve em "O Rouxinol da Galileia", considerada a primeira novela bíblica brasileira.

Na produção, interpretou Maria, mãe de Cristo.

Depois, passou pela Record em "A Última Testemunha", em dois papéis: Mariana e Juliana.

Também na Record, viveu Leonor em "Algemas de Ouro", uma mulher que não aceitava o fim do casamento e perseguia o ex-marido.

ANOS DE 1970 DE OURO

A década de 1970 começou com Laura em "As Pupilas do Senhor Reitor", como Tereza da Esquina.

Na sequência, interpretou Júlia Lobo Ferraz, matriarca de uma família republicana, em "Os Deuses Estão Mortos".

Em "Sol Amarelo", viveu Maria Santa, mulher que acaba assassinando o marido depois de descobrir uma traição.

A atuação recebeu elogios da imprensa pela transformação da personagem, de mulher enganada a assassina.

Em 1972, Laura interpretou Gabriela Negrões de Vilar em "Os Fidalgos da Casa Mourisca".

A personagem era uma advogada interessada em política e considerada avançada para a época retratada na novela.

Ainda naquele ano, atuou em "O Leopardo", da Record, ao lado do então marido, Fernando Balleroni.

Em 1973, esteve em "Quero Viver" e depois em "Vidas Marcadas", novela inspirada em "Cinderela".

Com o encerramento da dramaturgia da Record, voltou para a Tupi.

Em 1974, participou de "Os Inocentes" e "Ídolo de Pano", produção que se tornou sucesso de audiência.

"Ídolo de Pano" chegou a ultrapassar 200 capítulos e permaneceu no ar até maio de 1975.

Em 1976, Laura recebeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz de Televisão por sua atuação como Fátima da Conceição em "Os Apóstolos de Judas".

No ano seguinte, voltou ao teatro com "Volpone", dirigida por Antônio Abujamra.

Também participou de uma adaptação de "Crimes Delicados", sob direção do mesmo diretor.

No cinema, esteve em "Já não Se Faz Amor como Antigamente" e "Tiradentes, O Mártir da Independência".

Em 1978, atuou em "João Brasileiro, o Bom Baiano".

Um ano depois, esteve em "Gaivotas", de Jorge Andrade, interpretando Verônica.

A novela foi bem recebida pela crítica e recebeu o prêmio APCA de melhor novela.

A produção, porém, ocorreu durante a crise financeira que levou ao fim da TV Tupi em 1980.

Foi a última novela de Laura na emissora.

Naquele ano, ela também esteve no teatro com "A Nonna", ao lado de Cleyde Yáconis e Célia Helena.

CHEGADA A TV GLOBO

Depois de um período dedicado ao teatro, Laura foi convidada por Daniel Filho para trabalhar na TV Globo em 1981.

Sua estreia aconteceu em "Brilhante", novela de Gilberto Braga exibida no horário nobre.

Na trama, interpretou Alda Sampaio, mãe da protagonista Luiza, vivida por Vera Fischer.

A passagem pela Globo foi breve.

Em seguida, Laura foi para a Band, onde atuou em "Ninho da Serpente" e "Renúncia".

"Renúncia" acabou retirada do ar pouco mais de duas semanas depois da estreia — devido a uma combinação de baixa audiência, altos custos de produção e a chegada do Horário Eleitoral Gratuito. 

Em 1983, voltou à Globo em "Pão Pão, Beijo Beijo", de Walther Negrão.

Laura interpretou Donana, uma nordestina religiosa, pobre e de princípios rígidos.

A parceria com Negrão se fortaleceu e rendeu novos trabalhos na década.

Em 1984, ela viveu Carolina em "Livre para Voar".

No teatro, atuou em "A Herdeira", em 1985, e depois em "Divinas Palavras".

Também participou de uma montagem infantil de "A Bela e a Fera", papel que lhe rendeu o Prêmio APETESP de Melhor Atriz Coadjuvante.

Em 1988, voltou às novelas com "Fera Radical".

Laura interpretou Marta, mulher que criou a protagonista Cláudia depois do massacre de sua família.

No cinema, participou de "Quincas Borba", dirigido por Roberto Santos e baseado na obra de Machado de Assis.

Em 1989, fez uma participação no filme "Lua Cheia", ao lado de Lima Duarte.

DÉCADA DE 1990

Em 1990, Laura voltou a se destacar no teatro com "Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu".

A atuação como Mãezinha lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz e mais um APCA, também na categoria de teatro.

Na televisão, participou de "Delegacia de Mulheres" e fez uma aparição em "Rainha da Sucata".

Em 1991, esteve em "Felicidade", de Manoel Carlos, como Cândida Peixoto.

Entre 1991 e 1992, também participou de "Mundo da Lua", da TV Cultura, como Dona Lila.

Em 1993, recebeu novos elogios por seu trabalho teatral em "Vereda da Salvação".

A atuação lhe rendeu o segundo Prêmio Shell e o terceiro APCA de Melhor Atriz de Teatro.

Na televisão, naquele mesmo ano, interpretou Isaura no remake de "Mulheres de Areia".

A personagem era mãe das gêmeas Ruth e Raquel, vividas por Glória Pires.

Em 1994, Laura viveu Guiomar em "A Viagem".

No ano seguinte, protagonizou "Irmãos Coragem" como Sinhana, matriarca da família.

A atuação foi elogiada pela carga dramática e rendeu à atriz outro Prêmio APCA de Melhor Atriz de Televisão.

Ainda em 1995, integrou o elenco de "Explode Coração", de Glória Perez.

Em 1996, participou de "Salsa e Merengue".

Depois, esteve em "Meu Bem Querer", em 1998, e "Vila Madalena", em 1999.

CINEMA, TEATRO E TELEVISÃO

Em 2000, Laura protagonizou "Através da Janela", de Tata Amaral.

Ela interpretou Selma, uma enfermeira aposentada que mantém uma relação de forte dependência emocional com o filho.

O filme recebeu elogios da crítica e rendeu prêmios em festivais, além de indicações para Laura ao Grande Otelo e ao Prêmio Guarani.

No mesmo ano, fez uma passagem pela Record em "Vidas Cruzadas".

Em 2001, voltou à Globo em "A Padroeira".

Também participou de "Os Normais" e do filme "Copacabana", de Carla Camurati.

Por "Copacabana", recebeu o Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante.

Em 2002, interpretou Madalena em "Esperança", de Benedito Ruy Barbosa.

No ano seguinte, conquistou o público como Carmem em "Chocolate com Pimenta".

A personagem era a matriarca de uma família caipira e integrava o núcleo principal da novela.

Em 2004, Laura esteve em "Como Uma Onda", de Walther Negrão.

No cinema, atuou em "O Outro Lado da Rua", ao lado de Fernanda Montenegro e Raul Cortez.

A atuação como Patolina lhe rendeu seu segundo Prêmio Grande Otelo e outro prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.

Em 2005, emprestou a voz à narradora de "Hoje É Dia de Maria".

No ano seguinte, participou de "Belíssima", "O Profeta" e de dois filmes de comédia.

Em 2008, foi protagonista da peça "Hoje Eu me Chamo Dinorá".

Entre 2007 e 2008, fez participações especiais em novelas como "Desejo Proibido", "Ciranda de Pedra" e "Duas Caras".

Também esteve no cinema em "Casa da Mãe Joana".

Em 2009, voltou ao elenco fixo de uma novela com "Caminho das Índias".

Na produção, interpretou Laksmi, uma matriarca indiana autoritária e conservadora.

ÚLTIMOS ANOS DE CARREIRA

Em 2010, Laura esteve em "Araguaia", novamente sob autoria de Walther Negrão.

Dois anos depois, ganhou destaque em "Gabriela", como Doroteia.

A personagem era uma falsa moralista conhecida como o "pilar da moral de Ilhéus".

O papel teve forte repercussão e rendeu indicações à atriz em premiações de televisão.

Entre 2013 e 2016, Laura dividiu o palco com Nívea Maria em "A Última Sessão".

Na televisão, voltou às novelas em "Flor do Caribe", como Veridiana.

Em 2014, participou de "Muita Calma Nessa Hora 2", "Boogie Oogie" e da série "Segunda Dama".

Em 2015, apareceu na reta final de "Império", interpretando Jesuína.

Em 2016, voltou a receber reconhecimento no cinema com "De Onde Eu Te Vejo".

O trabalho lhe rendeu seu terceiro Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante.

No ano seguinte, atuou em "O Crime da Cabra", ao lado de Arlete Salles e Lima Duarte.

Na televisão, também se destacou em "Sol Nascente", como Dona Sinhá.

A personagem escondia, sob a aparência frágil, uma mulher manipuladora e criminosa.

Em 2018, Laura voltou a ganhar repercussão com Caetana, dona de um bordel em "O Outro Lado do Paraíso".

A personagem colocou a atriz em cena ao lado de Lima Duarte e Fernanda Montenegro.

Em 2019, Laura foi indicada ao Grande Otelo por "Encantados".

Também participou de "A Dona do Pedaço".

No cinema, esteve em "De Perto Ela Não É Normal", lançado em 2020.

Em 2023, participou da peça "E o Zé, Quem É?", emprestando sua voz como narradora.

Em 2024, gravou o episódio de "Tributo", do Globoplay, dedicado à própria carreira.

Em 2025, voltou ao cinema em "Dona Rosinha", curta sobre o abandono de idosos.

 


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